"Mas, no mais choro, se serenou - o sorriso tão bom, tão grande - suspensão num pensamento: que não era preciso encomendar, nem explicar, pois havia de sair bem assim, do jeito, cor-de-rosa com verdes funebrilhos, porque era, tinha de ser!"
30.11.03
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I find my soldier girl, she is so far away...
ou Você já tomou sua dose de Polyphonic Spree hoje?
Adoro quando estou escrevendo um post e, de repente, ele desaparece.
Adoro. E isso só acontece no blogger brasileiro. Lixo.
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Bia er Rey, garotinha fofa, frágil, que faz pose de brava, mas não consegue levantar a voz; que franze a testa e levanta o dedo quando está irritada; lê este blogue.
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"I'm lost again and I'm on the run
Looking for love in a sad song.
With your avenger eyes and your catlike ways
I can hold you.
You are a fool for me to be cruel.
I'm leaning on this bar listening to you sing
And your sad song rings in my ears and I start to cry.
He's searching
she's showing"...
Ah, Soft Cell para meus ouvidos que odeiam os anos 80. É Torch. Baixa aí. Hold me, hold me, hold me...
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Um dia, como se caísse da cama, você acorda. Tudo dói. Saudade dolorida, forçada, traumatizante. Eles não escolheram te abandonar, a vida que escolheu, mais uma vez, te enrabar. Sem vaselina. Sem nem um cuspezinho. Um chopp amargo no Café Creme sem eles ou elas. E dói ainda mais porque é final do ano, tempo de contabilizar o que se perdeu e o que ficou. E ficou muito pouca gente. "Muito pouca" não é uma boa definição para as pessoas que eu amo. Mas, em números, pouca.
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"Moi lorsque j'ai connu Clyde autrefois
C'était un gars loyal, honnête et droit
Il faut croire que c'est la Société
Qui m'a définitivement abîmé"
Bonnie and Clyde, Serge Gainsbourg com Brigitte Bardot. Baixa que é legal. "O Clyde era um cara legal, honesto; acho que foi a sociedade que o corrompeu"...
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O celular voltou para a mamãe. Mas não precisa ligar se não quiser...
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"Take me out tonight
Where there's music and there's people
And they're young and alive
Driving in your car
I never never want to go home
Because I haven't got one
Anymore
Take me out tonight
Because I want to see people and I
Want to see life
Driving in your car
Oh, please don't drop me home
Because it's not my home, it's their
Home, and I'm welcome no more"...
É triste. É Smiths. É foda. Mas ele sempre fala o que eu quero falar antes de mim. There is a Light That Never Goes Out...
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Dri e Lígia: Amo muito vocês. Com vocês, tenho duas mães, duas irmãs, duas filhas. E duas amigas.
postado por: Kátia 18:50
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28.11.03
27.11.03
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O dia seguinte segue e o que importa é o importador
Ressaca.
Saí pra tomar umas com o meu pai ontem.
Papai se tornou um grande amigo desde que me mudei de Monte Alto.
Cheguei em casa, depois de seis rodadas de chopp e tomei todas as cervejas minimamente geladas que estavam ao meu alcance.
Depois de um certo horário tudo parecia estar em slow motion, sensação deliciosa. Não, eu não costumo ter amnésia alcóolica.
E vários takes de boas sensações depois.
Noite boa, parapeito da janela, Salako, puro conforto.
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Agora há pouco eu atravessava a avenida para ir para casa e tinha uma maluco gritando: quem não tem pecado que atire a primeira pedra.
E pensei: e eu, que sou o pecado?
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Kisses sweeter than wine.
Baixe essa música.
postado por: Kátia 16:29
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26.11.03
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CORAÇÃO DE MULHER É QUE NEM CIRCO:
SEMPRE CABE MAIS UM PALHAÇO!
ou I´ve got a bike, you can ride it if you like
Um post pra descansar a cabeça.
Entre o caractere 2.886 e o 5.000, um post. Só pra arejar a mente.
Percebi que gosto mesmo de fazer matérias, montá-las, reler, corrigir, editar.
Ou não.
Tremendo de tanto café.
Ou não.
Neutral Milk Hotel é o Nirvana de bom humor.
Ou não.
Made in USA do Godard é fantástico.
Ou não.
Queria só deixar claro: Godard me faz um bem danado. Assim como Brian Wilson, Guimarães Rosa e Picasso.
Engraçado comparar os gênios. São gênios em áreas diferentes, porém, tão gênios um quanto os outros.
Gosto muito dos gênios, mesmo os mais estranhos, como Dalí, que ria de nervoso quando se aproximava de uma mulher. Gênio tímido. Ou de Lou Reed, que faz pose de mal, mas é muito engraçado. Gênio poser. Ou Augusto dos Anjos, que era escatológico e pessimista. Gênio loser. Ou Marc Bolan, que não dirigia por medo. Gênio inseguro. Morreu em um acidente de carro. Ironia.
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UM BRINDE ÀS MULHERES DE GODARD
Anna Karina
Anna Karina fez Made in USA, também, entre os oito (?) filmes que fez com o diretor. Estrelou Une Femme est Une Femme (aka: Uma Mulher é Uma Mulher), Pierrot Le Fou (aka: O Demônio das Onze Horas), Alphaville, entre outros.
Decerto uma das mulheres mais lindas que eu já vi na minha vida.
Godard tinha um gosto foda.
Brigitte Bardot
Sem comentários. Estrelou Le Mépris (aka: O Desprezo).
Cantou com Serge Gainsbourg e é citada por Bob Dylan em I Shall Be Free (Freewheelin, 1963)
Chega de referências. Já falei de gente demais.
postado por: Kátia 15:52
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25.11.03
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O título importa quando você não se interessa pelo conteúdo.
A vida vai passando devagarzinho, dando cócegas nas palmas das mãos.
E eu não fiz tanta coisa...
Um motivo que anula meu suicídio é a minha curiosidade. Não que eu ame a vida, detesto viver. Mas surpresas boas/ ruins vêm todos os dias. Vêm, caem, se jogam, despencam, abraçam, aparecem, surgem, brotam, fulminam, fervilham, acontecem...
Mamãe disse que não me perdoaria se eu me suicidasse. Não que eu esteja pensando nisso agora, nem por esses últimos dias, mas aviso: sou uma suicida em potencial.
Poderia ser processada pro querer tirar a vida de alguém: a minha. Homicídio doloso. Com agravantes.
Kurt Cobain o fez, Ellioth Smith também. Pessoas que não podem/não devem o fazem. Eles eram importantes para milhares de fãs. Mas ninguém se importava realmente. Essa relação com mitos deve fazer muito mal. Para as duas partes. Imagine Ellioth com a faca na mão, repensando sua vida e imaginando que alguém o admira no Brasil e nada pode ser feito. A pessoa não vai fazer uma ponte aérea para ajuda-lo. Temos mitos e admiramo-lo, mas tudo vem antes deles. Tirar o pai da forca, levar a tia na academia, estudar para uma prova, ir ao inglês, tomar um banho. Tudo.
Por isso adoro o anonimato. Sou uma grande fã do anonimato. As pessoas que nos amam, amam de perto e de verdade. Amam com nossos defeitos depois de conhece-los, amam puramente. E o anonimato implica, também, o fato de você poder sair na rua nu, plantando bananeira, cantando "cara caramba cara cara ô" e ninguém te reconhecer. Ninguém te criticar. Ninguém te aborrecer.
Você poder se entregar a devaneios profundos e nada te impedir de aproveitar esse momento. Nenhuma repressão psicológica que nos impomos. Essa é uma vantagem, também, das grandes cidades. Em cidades do interior todo mundo te conhece, queira você ou não.
E sempre me forcei a ser diferente, mesmo sendo igual. Mesmo tendo a mesma visão integrada que os apocalípticos tanto abominam. Boa gente esses apocalípticos. Tenho orgulho de fingir ser uma. Assisto Domingo Legal e escuto T.A.T.U. escondida, mas gosto de verdade.
Vou ao mercado com o Maurício agora.
Comprar umas bolachas. Depois continu minha teoria e meu texto "uma-coisa-puxa-outra"...
postado por: Kátia 16:53
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Amo minha ex-sogra.
Ela tem a voz doce de mãe, como disse pra ela: adotei todas as mãe que me cativaram depois que a minha faleceu.
E tem uma calma invejável. Fala tranquilamente e com carinho. Poucas vozes têm tanto carinho quanto a dela.
Um amor de pessoa.
postado por: Kátia 16:12
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24.11.03
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Nós somos os mesmos todos os dias mesmo quando acordamos parecendo gente do bem
Adoro as frases sem vírgula, ambíguas.
Meu blogue antigo chamava "Rezo pra ser uma barata todo dia". Peraí. Rezo todo dia? Quero ser uma barata todo dia? Ops.
Gregor Sansa e GH que te esclareçam.
Todos os dias eu chego a uma conclusão. O óbvio seria eu romancear tudo isso, escrever um livro. É óbvio, mas para mim é difícil.
Hoje cheguei a conclusão que não preciso ser jornalista pra escrever. Nem fazer jornalismo pra ser descolada, acessar os cults, pagar de intelectualzinha fast-food.
Não preciso ser jornalista pra cumprir meu objetivo na vida: escrever um livro, fumar ópio e parir a Júlia.
Pra quem se interessa, Júlia será o nome da minha filha, por causa dos Beatles, sim, e também por ser um nome que carrega uma leveza incrível. Julia, Julia, oceanchild, calls me/So I sing a song of love, Julia/Julia, seashell eyes, windy smile, calls me/So I sing a song of love, Julia...
Desde a barriga ela vai escutar canções dessa qualidade.
Bem, voltando ao ópio, digo, ao jornalismo, estou um tanto aborrecida com a faculdade.
Vou continuar pra deixar papai feliz, depois pra continuar dando festas na minha casa. É essa a vida que escolhi, provavelmente, antes de encarnar: festas, a little bit of drugs, gargalhadas, gente inteligente.
E a conclusão do último instante, é que eu não sou inteligente, mas sou bem esperta: só me relaciono com gente inteligente.
Curto muito as pessoas que sabem do que estão falando.
Por exemplo, Corazza (bêbado na janela sexta-feira - outra frase sem vírgula!), me falava que jornalismo é muito maior do que isso que temos na Cásper Lixo. Que é muito melhor. E me disse que eu sou uma boa candidata a me apaixonar pelo jornalismo AINDA.
Se tivéssemos todos doses regulares de Kubrick e Beatles em nossas vidas, o mundo seria mais bem humorado e sarcástico.
Comprovo.
Se as pessoas aprendessem a apreciar o que lhes é ofertado (essa frase foi muito "da igreja"!), o mundo seria mais doce.
(Tô piegas hoje. Desculpem)
Lógico. É lógico!
Sentar na beirada do puff, apreciar alguma canção. Você esquece da vida, se sente "presenteado" por estar ovindo aquilo. É uma dádiva poder se deliciar com Bob Dylan. DÁ-DI-VA! Esse é o tal do "néctar dos deuses". Todos os deuses ouviam muita música, comiam trufas e bebiam com os amigos. Essa é a essência da vida. O que mais importa?
Não se force a gostar. Não escute o que você não entende. E como diria Dylan: Não critique o que você não consegue entender.
É mais ou menos isso, entende?
E eu tenho a música, Cassius, Adriana, Lígia...mais um montão de amores.
Desde que Lígia mudou pra nossa casa, o ecletismo imperou. Às vezes, às noites, dançamos freneticamente axé, funk carioca, forró, claudinho e buchecha, wando, tribo de jah.
Sem medo.
O domingo foi Neutral Milk Hotel. Coisa linda.
postado por: Kátia 19:23
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22.11.03
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"And we live in a beautiful world,
Yeah we do, yeah we do"
Saí da minha casa, na Avenida Paulista, às 4:30 da tarde.
Caminhei quatro quarteirões Brigadeiro Luís Antônio abaixo, rumo ao ponto de ônibus. Destino: Av. Nossa Senhora do Sabará, zona sul.
45 minutinhos dentro da condução e - pronto - cheguei.
O cacete.
Caminhei para o lado errado da avenida. Sem noção? É, não sou uma grande conhecedora da zona sul.
É um misto de "walk on the wild side" com uma curiosidade muda, quase antropológica.
E a verdade jogada na cara.
Não tem uma boa padaria nessa avenida, nem uma grande farmácia, ou alguma pompa, ou calçadas bem pavimentadas, também não tem coisas caras.
Minha primeira parada foi em uma loja de colchões. Nada mais plausível para tirar dúvidas de direção. A mocinha, coitada, não sabia nem o nome da avenida que trabalhava, quanto menos onde ficava a rua que eu procurava.
Mais adiante, adentrei uma farmácia. Confio muito nas farmácias, parece ser um lugar de gente do bem, hipocondríacos, neuróticos e viciados. O moço me falou: segue em frente até o cemitério.
Como tinha uma mata muito frondosa quase ao lado, segui em frente. Mas a mata frondosa não era um cemitério, era só uma mata frondosa. E cheguei a pensar que era o início da serra do mar - quase Santos - de tanto que já tinha andado.
Altura: número 5.600. Cinco mil e seiscentos! Cinco mil e seiscentos, como assim? Desci no ponto em frente ao número 940.
Bolhas nas solas dos pés, sentia que estavam em carne viva.
Meia volta, tiozinho gracioso querendo dar carona - mandei *sefoder* -; um supermercado com cadeiras estofadas, vermelhas, tão belas e de aspecto tão macio, meus pés clamavam por uma sentada e meu cérebro por um cigarro. Ah, eram cadeiras comuns, diga-se de passagem, aquelas de consultórios odontológicos. Mas, no meu estado, eram poltronas deliciosas.
E ainda assisti a um show de palhaços malandrões, um deles - eu vi - tinha uma tatuagem no braço esquerdo.
Olhei a rua e não sabia de mais nada: Jd. Niterói, Vl. Socorro, São Jorge - pra onde vai esse povo?
Voltei à maratona. Não devia ter sentado. Agora minha bolha parecia estar envolvida por brasa.
Última parada, um açougue. O rapaz me disse, com uma costela bovina na mão, que estava a cinco quarteirões do meu destino.
Ufa, ufa. Outro mundo que eu vivo, onde tem padarias maravilhosas e coisas da mesma qualidade mas de preço triplicado, não tem gente simpática assim.
Em comemoração, sentei e tomei uma água de coco - gelada e legítima - da Bahia. O baiano que me vendeu a iguaria, cantava uma canção do interior da Bahia - como ele me explicara - e era uma canção alegre, que o baiano cantava com gosto, como se brotasse de si um amor - amor de filho - pela cidade de pedra e suas desigualdades.
postado por: Kátia 20:17
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Findiseman...
Eu não te comi.
Só com os olhos. Só com os ouvidos.
Te repetia.
Não sabia o que fazer.
E tua voz, como já sabera, me fez entender.
Aquele beijo que você não vai me dar.
Dormiu, sim, a dormidela escapou de novo.
E perto demais, só teu cheiro, início do que eu queria.
Serei uma cachorra de novo.
Mesmo sem saber e sem querer, no final me avisam que te usei.
***********
Teve festinha ontem no AP.
Mais uma daquelas que duram até às 6:30 da manhã.
Hoje sobrou um caco de Kátia.
E um final de semana inteiro pela frente...
postado por: Kátia 15:16
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20.11.03
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Post do dia:
Tô indo pro bar, tô descascando, amanhã EU TE COMO, tenho que desligar, não aceito mais dormidelas.
Agora é a hora de ser feliz. Tô aqui te pedindo desculpas.
Chega de e-mails, quero partir para a BARBARIE!
Chega dos losers, dos sujos, dos puxa-sacos.
Chega do infantis.
Chega de ficar parada esperando a vida vir me buscar.
Hora de eu agarrar.
postado por: Kátia 22:20
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19.11.03
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But don't forget the songs that made you smile,
and the songs that made you cry...
Smiths é foda desde o momento que eu odiei. Um amigo colocou o disco às 5:00 da manhã, depois de uma balada deprê e eu xinguei Morrissey até o final dos dias.
Ledo engano, caros ouvidos: me apaixonei.
E escutei tanto que Morrissey mais me parece um conselheiro. Desses amigos-conselheiros-espirituais.
Ele tem o dom de falar tantas verdades tristes, que você acaba por se sentir menos miserável, afinal.
Como me falta assunto, posto umas frases dos Smiths e tudo bem...
"In my life
why do I give valuable time
to people who don't care if I live or die
(...) In my life,
Why do I smile
to people who I'd much rather kick in the eye"
(Foda, foda, foda!)
"see, the luck I've had
can make a good man
turn bad"
"Last night I dreamt
that somebody loved me
no hope - but no harm
just another false alarm"
"I've come to wish you an unhappy birthday
because you're evil
and you lie
and if you should die"
"To die by your side
Is such a heavenly way to die"
"sing me to sleep
i'm tired and i
i want to go to bed
sing me to sleep
sing me to sleep
and then leave me alone
don't try to wake me in the morning
'cause i will be gone
don't feel bad for me
i want you to know
deep in the cell of my heart
i will feel so glad to go"
Cabem muito bem em mim.
postado por: Kátia 17:45
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18.11.03
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A gargalhada e o alvo da mentira...
EU TE ODEIO POR TUDO QUE VOCÊ FOI E - PIOR - TE ODEIO POR TUDO QUE VOCÊ NÃO FOI QUANDO ESTAVA AO MEU LADO!
Ufa, ufa, desabafei!
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Pessoas do meu coração:
Paixão, paixão, paixão!
Todo dia, bem aqui.
Todo dia, bem perto e bem feito.
***********
"Yeah! You're a flamingo!"
(Violent Femmes para Kátia pós-sol)
Sim, sou um flamingo vermelho!
Desde que você saiba que A COLORAÇÃO DA PENUGEM DO FLAMINGO VARIA CONFORME SUA ALIMENTAÇÃO, você acaba por me entender.
Entendeu?
***********
EIGHT MILES HIIIIIIGH
Byrds, my fucking dear, me deixa tão beeemmm.
Sonic Youth tem um cover dessa intocável melodia. Entenda-se que é sonic...sonic NOISE!
**********
E entender que a música vem do coração, ou se instala nele?
Pode ser ou tá difícil?
**********
Ah, a praia me foi uma dádiva.
Boas companhias, risadas, sol e cervejinha!!!!
Não me toqueee! Ah, tá, toca, sim!
Tô ardida mas não tô chata.
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Agora eu fumo LUCKY STRIKE!!!
Não é engraçado?
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Hum, blogue diarinho, tô chaaata hoje, não tenho o que escrever...
Mais tarde ue volto com assunto interessante.
postado por: Kátia 14:25
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17.11.03
14.11.03
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Cheiro de Sundown impregnado nas narinas...
Eu vou à praia. Preste atenção, terráqueo (eu sempre quis chamar as pessoas de "terráqueos"), Kátia Mello está louca para ir à praia!
Explicações (demasiado chatas!): eu detestava praia. Nojo. Areia no meio dos dedos dos pés e acumulada nas partes do biquini, pele esticada de sal, cabelo duro de água do mar, às vezes encontros inesperados por baixo d'água, eca, eca, eca. Mas quarta-feira, o dia mais quente do ano em Sampa-city, acordei a abri a janela. 9:00 da manhã, 26º graus Celsius, uma brisa fresca e com cheiro de Sundown bate no meu rosto. Lembrança de infância feliz, de mão macia de mãe espalhando o protetor pelas nossas costas, de pázinhas de fazer castelinhos com os primos e bumbum no chão arenoso sem a mínima preocupação. Tio cantando "vamos a là 'playa' " às 7:30 e todo mundo acordando contente e animado. A vida era boa. Geléia no café da manhã. Bastante suco. Milho verde; sorvete escorrendo pela barriga sem preocupar; camarões crocantes no espeto; prancha de isopor que assava a barriga, a mesma do sorvete melado; palavras cruzadas da Coquetel; gente grande roncando depois do almoço; passeios de bugue; ir à padaria comprar pães frescos com a tia. Muitas fotos. Picadas de pernilongo ou doloridas mordidas de borrachudos. Alergia. Beliches pela casa toda, havia de caber todo mundo. A TV ficava desligada, ninguém tinha tempo de assistir. Catar conchinhas, colecionar, disputar com os primos quem tinha mais. Ubatuba, Bertioga, Rio de Janeiro, Guarujá. Armar os guarda-sóis, esticar as cadeira, cangas e esteiras, ver mães, vós e tias torrando. Enterrar o primo bonzinho, brincar de laminha no raso com a vò. Dinheiro não era um problema, era um brinquedo a ser administrado sem zelo.
Aaaah, e o cheiro de Sundown entrando pela minha janela nesta quarta-feira...
*****************
Estou toda prosa, toda escritora, porque estou lendo, pela quinta vez, Primeiras Estórias. Guimarães é um dos poucos que "me curram no canto". Foda. O cara é foda.
*****************
Jardel é um cara muito cool. E veste camisetas com frases de impacto. "Lesbian girls have more fun". Eu também vou começar a usar camisetas com frases graciosas. Junto com a Dri. "Me leve a mal", "Too cool for this world"(copyright: Homer Simpson), "Fellini sucks" e "Vendo a ética. Preço a combinar".
*****************
O culpado é o Belle and Sebastian. Foi o Belle que me fez entender o que é música. Que me fez ir atrás de Velvet, Love, Stooges, Beatles, Byrds, Felt. Foi a partir de B&S que eu entendi o que é música boa, bem feita. Instrumentos de orquestra, violinos, trompetes, cellos, piano, órgão, violas, flautas e gaitas. A belezura dos metais. Que me pega pela garganta com a mesma intensidade de uma guitarra bem dedilhada.
Agora caí no Polyphonic Spree. Maravilhoso. Sublime até a última nota. Próximo passo é música clássica e progressivo alemão.
Mitkus, como chama aquela banda que parece Polyphonic que você me falou ontem? Black alguma coisa...
***************
E para todos nós, os "praieiros" ou não, um bom fim de semana.
Desejo bastante Syd Barrett, Coca-Cola e gargalhadas pra vocês.
postado por: Kátia 18:34
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12.11.03
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I try my best
Não adianta. Eu tento fugir, mas a tristeza me pega.
Pega forte. Fica aquela sensação de ossinho de galinha entalado na garganta. Prendendo a respiração. Não dá pra engolir. Não desce.
Fica incomodando e, análoga, uma dor no coração, que parece que está sangrando sem parar, preso por um torniquete e apertado e sangrando ainda.
Ontem foi assim.
Hoje de novo.
E por quantos dias iguais a esse eu vou passar?
Dias de agonia indefinida, sem nome, sem dono.
Dias em que lembrar dói, em que um dia feliz termina triste por minha culpa, dias em que eu tenho vontade de matar as pessoas, ah, sim, desde agora eu tenho vontade de matar pessoas. Matar os que não gostam de Byrds e matar todos os publicitários da big shit Cásper Líbero (o que eu queria mesmo, nesse momento, é subir nessa bancada e gritar : PUBLICITÁRIOS, PEGUEM NO MEU PAU!).
Cansada de engolir sapo.
E quando Miss Kátia Lexotan 6mg Madre Teresa de Calcutá New Generation resolver virar uma "punk sem paciência", ninguém vai me aguentar. Prometo.
Prometo.
postado por: Kátia 16:51
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10.11.03
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Por que não escrever?
Não escrevo mais porque estou profundamente aborrecida com a vida.
Com a vida, comigo e com todos os mortais.
Estou tão aborrecida que cheguei a criar critérios de relacionamento desse tipo: quem não amar Byrds não merece meu respeito - pior - quem não respeitar Byrds merece ser xingado por mim.
Porque Byrds se tornou um referencial de inteligência emocional e cultural...logo, conclusão, quem não gosta de Byrds é emocionalmente burro, ou pior, é culturalmente ignorante. Byrds transcende, deixa de ser uma questão de gosto pessoal e passa a ser uma questão de patrimônio da humanidade.
Entende?
Velvet Underground não poderia ser, porque é a melhor banda do mundo, porém, pouco palatável. Love é coisa de imortais: pobres leigos não entendem. E Stooges, desde que você goste de guitarras, é uma delícia, fácil se apaixonar. Ah, Beatles, bah, qualquer um que use calças gosta de Beatles.
Por isso que estou aborrecida. Porque descobri, dentro de mim, amor tão grande pela música e repulsa tão grande pelos que não a apreciam que fiquei louca. Pirei a ponto de me esvair em lágrimas, daquelas bem gordas e pesadas, que caem em uma aula escura, sob a luz de um projetor que reflete Picasso...
Entende a densidade do momento?
Byrds, Picasso, amor e eu, a medíocre.
Coração a ponto de morrer. A cabeça que pensa vinte mil coisas sem concluir nenhuma.
Silence...
postado por: Kátia 13:30
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5.11.03
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Madre Teresa de Calcutá New Generation
As pessoas esperam demais da gente. Esperam que sorrimos. Esperam que falemos coisas inteligentes. Esperam que sejamos gentis todo o tempo. Esperam que paguemos o motel. Esperam que estejamos sempre dispostos. Esperam que elogiemos. Esperam que as amemos. Chega. Humanize as pessoas, peloamordedeus. As pessoas erram, as pessoas falam besteiras, as pessoas acordam de mau humor, as pessoas querem descansar, às vezes. Releve. Só isso.
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O que será do futebol em 2013?
O Palmeiras estará na terceira divisão do campeonato brasileiro, disputando o 12° lugar com o CAT (Clube Atlético Taquaritinga).
O São Paulo terá mudado de nome, será GEP (Grêmio Esportivo Paulistano)
O União São João de Araras será o time preferido do Brasilzão (Ué, se até o São Caetano virou...)
O Santos será um time bom. Finalmente.
O Cruzeiro, depois de ter vencido o campeonato brasileiro de 2003, cai no ostracismo.
O Vitória será tricampeão do brasileirão (07/08/09) e, em 2013, será uma grande promessa.
O Joinville comprará o Grêmio e o Paraná e monopolizará os times do sul, se tornando um único time, fortíssimo, com o nome de Pampas.
Isso está virando devaneio.
E o Corinthians?
O Corinthians nem é time.
postado por: Kátia 18:51
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3.11.03
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Rolando na vitrolinha:
Buzzcocks:
Love Battery
I don't mind
Love is Lies
Fast Cars
Ramones:
Needles and Pins
Blitzkrieg Bop
Judy is a Punk
Vai ler Mate-me por favor, macaco.
Rolando no gramophone:
Felt, Felt, Felt:
Cartoon Sky
My darkest light will shine
I can't make love to you anymore (sensacional!)
Penelope Tree
Teenage Fanclub:
Happiness
Tears are Cool
postado por: Kátia 17:55
Murmure:
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1.11.03
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Doses homeopáticas de mau humor...
"Maybe you love it, don't ya? Maybe you love getting your face stuck in the shit!"
(Jim Morrison. Eu não gosto mais do cara, mas ele disse uma das frases que poderiam ter sido proferidas por mim.)
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Lá Lá Lá...
Teenage Fanclub, um dos melhores filhos da Escócia, vem pro Brasil no ano que vem.
Eu, que nem amo tanto, vou.
Nesse show eu vou, morro se não conseguir.
No SESC Pompéia, é claro. Em março.
E aí, tá afim?
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Ninguém comenta mais este bloguinho de merda.
Ah, estou carente...
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E vou pra casa me masturbar, que meu clitóris tá formigando...
postado por: Kátia 13:48
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