A Menina de Lá...

 

This page is powered by Blogger. Isn't yours?

28.2.04

 
*Bizare & Hardcore - Ou um fucking setlist de batidões...

Oasis - Fuckin in the bushes
Underworld - Born slippery
Air - Sexy Boy
Samba enredo da Viradouro - 1997 - Aquela de cair na gandaia com a bateria (inferno!)
Iggy Pop - Lust for life
Blur - Boys and girls
Radiohead - Idioteque
Furacão 2000 - Elas estão descontroladas
Marilyn Manson - Tainted Love (Soft Cell)
(E, pra fechar com chave de ouro, não é um batidão, mas um rap bem vagabundo e engraçadinho:)
Belle&Sebastian - Shoot the sexual athlete (muito bom esse título...)

Tava rolando aqui. Seguidinha. Uma da outra. Sem parar. Até o chão.

***

GENTE, POR FAVOR, AQUI!!!

DÊEM UMA OLHADA NO TÓPICO 'FOTOS', PERTO DO TORNOZELO DA MOÇOILA DEITADA.

SELECIONE "CARNAVAL 2004 - LONG ISLAND"

FODA, MUUUUITO FODA...


27.2.04

 
VU, Fab 4, J.D. Salinger e Goethe

A jovem Mary disse ao Tio Dave que vendeu sua alma - mas que poderia ser salva.
Depois eles foram dar uma volta no Union Square, pois nunca se sabe quem vão encontrar lá.
No final da tarde choveu.
Eles correram para a barraca de bebidas, tomaram alguma coisa.
Holden Caulfield apareceu, todo molhado, recitando passagens de Werther. Provavelmente não era prenúncio de morte, Holden não era um suicída.
Resmungou e foi ao orelhão, telefonou, colecionou mais alguns foras e inspirou Mark Chapman.
Adeus, John Lennon.
Que tinha dormido mal naquela noite. Tivera uma franca e longa conversa com Yoko, a feia (e chata e cara de tigela).
Então que o conversê terminou naquele bar perto de casa.
Respingos de piscina molhavam suas nucas desejosas por aquela água. Tudo isso era verão.
Quem não quer nadar?
Tomou uma Cuba Libre. Sacou um punhado de coragem. E mostrou o dedo do meio, vigoroso e com vontade, pra todos que ela não suportava mais naquele momento...

26.2.04

 
Não vou falar com vocês hoje.
Não agora.
Estou muito deprimida.
O leitor não precisa escutar.
Não preciso mais dizer, vou me acalentar nos braços de uma boa música.
E chorar.

25.2.04

 
Mar doce Lar

O carnaval foi fantástico. Sensacional. Maravilhoso.
O melhor da minha vida, eu diria.
Acho que foi o final de semana que eu mais dei risada na minha vida. Dani, Happy, Cotis, Cadu, obrigada.
Tinha até Côco Lôco pra gente DVD, certo, Benatti?
Cuba Libre, pra ser mais exata, 38 em uma tarde. Culpa do Caique e do Cassius.
Silvia Inêsss bombando na casa. Era quase um mantra. Confete e água na cama delas.
Carlos, já pirata, fazendo a gente se contorcer de dar risada.
Beber sem parar. Quase. A gente ainda dorme.
"Alô, Niteróooooi, alô São Gonçalo....Olha a Viradouro chegando!" 600 vezes por dia.
Até decorei. Antes irritava, agora dá saudade.
Não fui nenhuma noite pra cidade. Só pra levar o Daniel tomar aquela glicose que não rolou.
Pra fechar com chave de ouro, fomos expulsos da casa. Onde cabem doze, tinha 40. E tava confortável ainda, garanto. Só no meu quarto, estávamos em onze. E o ´quarto três´, pura celebridade.
Arrumamos tudo, nos enfiámos no ônibus e viemos embora. Parecia que eu estava chegando e não voltando, de tão rápido que passou. A festa à fantasia, o lança genérico, o congestionamente, a barraca sendo montada, porções de camarão e cebola, as Cubas, os côcos, os Toddynhos, o mar, o Sundown (mal passado no caique, que ficou liiindo), os churrascos na casa do Zéga, o Pelotinha de boné, o funk carioca, o Gaúcho, as fresquinhas, a gente vindo embora.
Chorei em Jundiaí. "I always cry at endings"...
Foi bom demais.
Agora vou pra casa, torcer pra Mangueira. Ou pra Viradouro? Ai, meu Deus...
Fiquem com um diálogo esdrúxulo de despedida e o refrão do sucesso do verão.
- O que tem aí? (Cotis, com febre)
- Bom, deixa eu ver...naldecon, polaramine, aspirina, cataflan...(Cassius, trêbado)
- Pára aí!!! Me dá dois desses!!!
(Cotis, cataflan não costuma ser pra febre...)
***
"Vou cair na gandaia, com a minha bateria !
No balanço da mulata, a explosão de alegria"

20.2.04

 
Praia?
Tá...
Curtam seus carnavais...
Tchau.

17.2.04

 
Sem título, mas com sentimento

O céu bordado d'estrelas
A terra de aromas cheia
As ondas beijando a areia
E a lua beijando o mar


Trecho bonitinho do poema que eu mais odeio no universo, escrito pelo autor que eu mais odeio no Brasil.

Utopia.
Eu li esse poema na mesma época em que estava descobrindo o quê significava utopia.
O dicionário explica fácil qualquer palavra. O duro é sentir a palavra, aprender seu significado na marra, na imposição, na vida.
Principalmente substantivos abstratos. Esses, sim, são complicados. De explicar, de entender e de sentir. Saudade, por exemplo. Que maldição que é saudade?
Pouco importa.
A gente sente sozinho e com uma peculiaridade indescritível.
E sentir o que não pode ser sentido? Que é impossível?
Sinto saudades do que não passei. Mas é como se tivesse passado. É uma nostalgia estranha, como se quisesse que aquele tempo (que eu não vivi), voltasse.
Falta palavras, também, para explicar o que eu estou sentindo agora.
Ainda não inventaram um substantivo que defina o que eu estou sentindo agora.
E nem espero que inventem. Deixem-me sentí-lo sozinha.
E sobre os sentimentos, vamos lembrar que todo mundo tem. Vamos parar de pensar que nossos sofrimentos são únicos. Até são, mas são comuns, não-raros. Ou, pra garantir, como disse Fernando Pessoa, "Gênio? Neste momento
Cem mil cérebros se concebem em sonho gênios como eu,
E a história não marcará, quem sabe?, nem um,
Nem haverá senão estrume de tantas conquistas futuras.
Não, não creio em mim."
Este trecho está em Tabacaria, o poema que eu mais amo no universo, escrito pelo heterônimo que eu mais amo em Portugal.
E se o gênio pensa assim, o que será de nós, imbecis mortais?
E fecho.

15.2.04

 
A Modernidade e seus desvios de destino (de e-mail).

Sim, coincidências talvez existam. Sim, é como acreditar em previsão do tempo morando em São Paulo, ou acreditar em horóscopo chinês. É raro, mas dá certo.
Essa semana aconteceu, comigo, uma coincidência incrível. Eu mexo muito pouco na minha caixa de lixo eletrônico, mas naquele dia eu resolvi entrar pra conferir.
Entre 100 mensagens havia uma, umazinha, com o subject "Amenidades", de um remetente chamado Roberto Barreto. Até aí, nada de mais. Resolvi abrir, pois tinha um anexo e fui checar se tinha algum vírus. Não tinha, acabei baixando o arquivo.
Era um texto de pouco mais de 20 Kb, criticando a televisão e o comportamento de programas de cultura de massa e cuspindo uma série de outras coisas legais.
Respondi o e-mail (que era destinado a outra pessoa, e não a mim), pedindo se podia publicar no meu fanzine.
Sr. Roberto respondeu "Pode. Abraço" e mandou outro em seguida, confuso: não entendo como esse e-mail chegou a você. Queria mandar para uma amiga da minha filha, mas acho que mandei para um amigo do meu filho Felipe (FELIPE!), que estuda na Cásper (CÁSPER!!!)
Logo, saquei: Felipe Corazza BARRETO, putz, só pode ser o pai do Coris!
Mandei um e-mail empolgada, afinal, não é todo dia que encontramos os pais dos amigos numa caixa de lixo eletrônico...
(E era, como confirmei posteriormente).
Adorei! Adorei muito!
Tio Roberto (olha, é quase assim que ele assina!) me mandou outro texto hoje, sobre as tortas na cara.
Acho que assim ele vai me acostumar mal.
Aí, Coris, pai moderno é outra coisa...

13.2.04

 
Gerenciando Arquivos e Números de Controle

Outro dia cheguei ao blog de uma menina que teve a paciência de postar uma coluna destas daqui, inteirinha, no espaço virtual dela. E, quase a cada linha, interferia com comentários dela entre parênteses, zoando, xingando. Divertidíssimo. Para ela e para mim.
(Lúcio Ribeiro, in Pensata - 12/02/2004)

Adriana já havia me avisado sobre isso. Daí o Cassius (leitor assíduo do cara) comentou. Eu não leio, não ia saber. Mas, de qualquer maneira, Lúcio, valeu. Eu perco meu tempo com você e você perde seu tempo comigo.
Pra quem não leu a coluna comentada, dá um pulinho no post do dia 13 de Janeiro.
***
Sobre críticas, estive pensando ontem. Sabe o que mais dói? Crítica de gente burra. Crítica de pessoas inteligentes não doem, pelo contrário, são sempre bem-vindas. Com o Lúcio eu não fui burra. Apenas grossa, estúpida e ignorante. É o meu jeito, fazer o quê, né?!
***
Sou uma pessoa de fases. Tenho fases de extrema fascinação por discos, quero comprar muitos, todos. E tenho fase de não querer comprar nada. Daí sabe o que eu faço? Compro algum disco do Beach Boys. O investimento é garantido e o arrependimento nunca vem. Experimente você também.
***
"Nunca pensei, um dia chegar
E te ouvir dizer: Não é por mal, mas vou te fazer chorar.
Hoje vou te fazer chorar."
***
"Spend my days with a woman unkind smoke my stuff and drank all my wine"...
Putz, gostava muito dessa música. Muito mesmo. E, agora é sério, Led Zeppelin é uma das 10 melhores bandas de todos os tempos.
***
Não vejo a hora de ir para a praia neste carnaval. Será sensacional. Vai ter o "quarto do rock", espaço reservado pra quem quer descansar os ouvidos com uma seleção muito boa, de primeira. Depois quero tomar sol. Matar a sede com cerveja (?). Dar risada com os meus amigos. Comer porções variadas, devorar todos os peixes.
E no final da tarde colocar "aquele funkzinho" carioca, hummm...
***
Fim de férias, emprego novo, papai morando aqui em São Paulo: a vida melhora em doses. Homeopáticas.
***
Patota: muitas saudades de vocês todos. Juntos.
Vamos marcar uma festinha lá no meu apê semana que vem?
***
Sobre o Tim Buckley, escutem, é uma ordem.

12.2.04

 
Adeus você...

"Adeus Você
Eu hoje vou pro lado de lá
Estou levando tudo de mim
Que é pra não ter razão pra chorar
(...) Seu choro não me faz desistir
Seu riso não me faz reclinar
Acalma esta tormenta e se aguenta
Que eu vou pro meu lugar
É bom as vezes se perder
Sem ter por que, sem ter razão" (Los Hermanos)

A morte e sua incrível capacidade de nos reduzir a cuspe.
A morte mais remota que tenho em minha memória, foi a do meu tio João. Lembro que chorei porque não conseguia imaginar onde meu pai tomaria um cafezinho no domingo de manhã. Chorei, tristonha.
Depois lembro-me da morte da minha avó. Chorei porque não iria mais vê-la, nem ganhar presentes. Não que eu fosse uma interesseira, mas a visão da morte é diferente pras crianças.
Muitas outras mortes passaram entre a do meu tio João e a do meu tio Renério (que foi quando eu percebi o quanto a morte era cruel pra quem ficava vivo).
Depois do meu tio Renério, perdi minha mãe e hoje cedo, gritando ao telefone com meu irmão (que me ligou às 8:30 da manhã), ele me disse: desculpa ter ligado essa hora, mas é que eu queria te dar uma péssima notícia: O Cí morreu.
O Cí que me buscou na rodoviária no dia do velório da mamãe, que visitava mamãe todo dia, que era amigo do papai e ajudou ele a cuidar de mamãe. O Cí era meu primo. Pior, o Cí era pai de quatro meninos.
E o câncer dói lá no fundo, te moe, te humilha, te reduz ao mínimo, te deixa indefeso, tonto, acabado. E raiva que eu tenho do câncer, como se ele fosse uma pessoa e eu pudesse pegá-lo na saída no colégio, é enorme.
Maldição.




9.2.04

 
Éramos três...

Falávamos sobre minha mãe.
- Eu tinha medo de te contar que eu sonhava com ela, achava que você se sentiria mal e que isso não era assunto para ser tocado.
- Eu não me importo. Adoro falar sobre a minha mãe.
- Ela era genial...
- Ela era nossa amiga.
- Eu tinha até ciúme dela com vocês, achava que vocês eram mais amigos dela que meus.
- Ué, e não éramos?
- Hahaha
- Eu queria saber como você está, sempre quis, mas não tinha coragem de perguntar...
- Eu estou bem. Ficar em Monte Alto, na minha casa, é uma tortura à parte, mas eu estou bem.
- E de pensar que a gente estava junto quarenta minutos antes dela morrer. Eu saí da sua casa e o Cadu me ligou no busão...
- Esse dia não importa, né, vamos lembrar dela quando ela estava bem.
- Anteontem eu encontrei uma carta que ela escreveu sobre vocês...ela amava vocês demais. Dizia que se alegrava de vê-los alegres, que torcia por vocês, que eram os adotivos dela...
(pausa forçada pra evitar o choro)
- Ela era demais. Não tinha tempo ruim. Ela protegia a gente, acobertava, cuidava e fingia pras nossas mães que éramos todos santos...
- Hahaha, ela me protegia até do meu pai, oras...
- Às vezes, quando a gente brigava, eu esperava você sair de casa só pra ir ver sua mãe. Sentia mais saudades dela do que de você.
- Ah, chato...
- E sempre que eu brigava com você, Dani, mesmo que estivesse certa, ela me fazia pedir desculpas.
- Viu, ela me conhecia melhor do que você, hahaha.
- Eu adorava filar uma bóia na sua casa, lembra? Chegava lá às 10:00 da noite, ela tirava tudo da geladeira, fazia meu prato, abria uma coca-cola, esquentava o rango e sentava comigo enquanto eu comia.
- Lembro, Zé...
- Hoje em dia eu vou lá e nem muita fome eu tenho...
- No dia que teve aquela churrasco de pancetinha lá em casa eu sumi, lembra?
- É, mas por que?
- Não agüentei ver todo mundo ali na varanda menos ela...
- É, às vezes é foda...
- Não, às vezes FICA foda...
***
Valeu, Dani e Zé, por falarem sobre isso comigo. Parecia um tabu, não tocávamos mais no nome dela. E eu me sinto mal quando não falo dela.
E estou falando disso, também, porque assisti àquela campanha da DM9, "Filtro Solar", que tem uma frase mais ou menos assim: Quanto mais velho você fica, mais você precisa dos seus amigos de juventude...
Vou precisar cada dia mais dos meus amigos do colégio e da faculdade. Cada dia mais...

6.2.04

 
De botequim...

Kubrick é um dos caras que me fazem pensar em fazer cinema.
Às vezes acho ele melhor do que Godard, melhor do que Fellini, melhor do que Hitchcock. Assistir Kubrick á como escutar Pixies: você acha que está tendo contato com o melhor artista do mundo, que nada vai superar aquilo.
Pode ser que existam cineastas melhores, mas, para mim, Kubrick é imbatível. Ao lado de Luis Buñuel, outro imbatível.
Entre todos os cineastas que me fazem terminar o filme com a cabeça a milhão, Kubrick vence.
Preciso rever seus filmes, todos, um por um. Eles não foram feitos para serem digeridos, mas sim, apreciados, degustados, amados.
Vou viver em dúvida entre Dr.Fantástico, Laranja Mecânica e O Iluminado. E em segundo lugar entre todos os outros...
Ele morreu falando mal de Barry Lyndon, que não gostava, que achava longo demais, que tinha muitas cenas desnecessárias.
Discordo.
Sua filmografia consegue ser perfeita.
***
Continuando a saga "mamãe, estou descobrindo o mundo", queria falar sobre os Beach Boys. "Friends", pequena pérola doce de 1968, é sensacional. Apesar de ter menos Brian do que precisam os fãs, o disco consegue ser brilhante do alto de sua melancolia.
A delicada "Friends", a fofinha "Anna Lee, the Healer" e a psicodélica "Transcendental Meditation", pedem cuidados extras.
Aliás, pra falar de Beach Boys, é preciso cuidado extra.
***
Pessoas, comentem meu blogue novo. Digo, meu template novo! Gastei uma madruga inteira fazendo isso...
***
Voltando ao cinema...
Fica a dúvida: com quantos Paul Thomas Anderson se faz um Stanley Kubrick?
***
Sobre as conversas fáticas, tenho as presenciado com alguma freqüência aqui em Monte Alto.
Diálogos que levam o nada ao lugar nenhum e terminam dando uma sensação de "não falei nada".
O Dani apareceu por aqui hoje. Para os meus melhores amigos de Sampa, uma explicação: Dani é meu melhor amigo daqui.
E nossas conversas são sempre sensacionais.
Como com os meus amigos de SP.
***
Saudades de casa...

 
Vou ali assistir O Iluminado e já volto...

4.2.04

 
Sobre a nobreza...

Mamãe fazia aniversário no mesmo dia que John Lennon: 9 de Outubro.

 
I Need

Preciso ler, preciso me informar, preciso pegar revistas, preciso ir ao cinema, preciso ouvir música, preciso precisar, preciso pagar contas, preciso fazer xixi, preciso me atualizar, preciso escrever bem, preciso saber mais, preciso me controlar, preciso agüentar, me calar, engolir, guardar, sofrer, preciso escrever, preciso estudar, preciso ter calma, preciso ser educada, preciso dormir, preciso levantar, preciso mudar, preciso de internet rápida, preciso beber, preciso telefonar, preciso trabalhar, preciso de um brainstorm, preciso de afinidades, preciso de assunto, preciso fingir ser adulta, preciso detestar, preciso chutar, preciso fumar, preciso me cobrar, ficar me cobrando senão a coisa não vai, preciso descansar, preciso de um comprimido, preciso de alguma coisa que não está aqui, preciso chorar...
Cansada.
Cansada de precisar e não saber porque o faço...
De não pôr um pingo de paixão nisso tudo...
De querer tanta coisa e não dar conta de organizar meu pensamento...
Saudades de uma Kátia que ficou pra trás, alguém que, provavelmente, eu abominaria se passasse ao meu lado na rua...
Uma Kátia que se relacionava não por afinidade, mas por aventura...
As pessoas não querem discutir filmes, querem falar sobre si...era assim, eu falava sobre mim e cada um falava sobre si...e tudo dava certo...e era mais fácil...
E tudo que eu gosto de fazer, faço pouco...
Passo pouco tempo ao lado dos meus amigos, vou pouco ao bar, dou pouca risada, danço pouco, compro poucos discos, assisto a poucos filmes, como pouco, durmo pouco, passeio pouco e leio pouca poesia...
Porque eu sou uma imbecil que nasceu com uma falha de administração de tempo.
Eu não sei viver, diga-se de passagem. Não sei. Perco tempo, deixo de ler muitos livros, me escapa muitos discos, perco baladas.
E o que eu ando fazendo comigo NÃO É VIVER!
Viver, saca?, sair, dar risada, chorar no ombro de alguém, tomar uma cerveja, ir ao cinema, alugar muitos VHSs, ouvir alguém recitar uma poesia/prosa, reunir todo mundo, falar besteiras, ser simplesmente eu, viajar, tomar chuva, escolher um livro, falar sério, conhecer pessoas, sonhar, fazer telefonemas, correr algum risco, se perder, conhecer algum lugar novo, se machucar, ficar cansada de tanto se divertir, ressaca, aprender coisas novas, dividir, comer doces maravilhosos, passar um aperto, se salvar, rezar, me sentir querida, abraçar...
Acho que já era hora de estipular metas para 2004...Fevereiro, decido, ESSE ANO EU VOU APRENDER A VIVER.
E não digo sobre fugir do sofrimento, uma vez que o sofrimento é um bom caminho para a satisfação; mas digo do tempo, de fazer o que me deixa feliz, de determinar o que me faz bem ou mal, o que eu mereço ou como vou dividir minha ternura, há tanto tempo engolida e guardada.
Então, antes tarde do que nunca, um feliz 2004. Uma coisa de cada vez. Pra todos nós.

3.2.04

 
Um soquinho não dói

Sobre o Esquinas de S. Paulo Especial Patetices e Canalhadas by Igor Fuser, aguardem.
Quero destrinchar a edição da mesma maneira (ou pior, mais ácida e mal educada) que fiz com o Lúcio Ribeiro.
Eu li somente algumas matérias, as que estão no site, mas já passei nervoso suficiente por um mês.
Coisas que só Igor Fuser faz por você.
Imbecil.