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30.4.04
Woody, my dear...
Fui trocada por escoceses legais e praias bonitas.
Mas é tudo por uma boa causa. Oras!
***
Sexta-feira é dia de Lucinho na Ilustrada e no blogue da Kátia
- Lúcio me solta um Franz Ferdinand na notinha sobre o Belle and Sebastian no festival de Coachella. Hype fudido e necessário.
- E ainda estou esperando uma capa para o Teenage Fanclub na semana que vem. Marketing. Puro marketing.
***
Vocês viram os links novos aqui ao lado?
***
Kátia, garota circense, foge com os leões para Monte Alto
Quatro quilos mais gorda e dez vezes mais bem humorada, a menina declara que espera cair dentro do litro com seus bons amigos do Clube do Dêva em um botequim no vilarejo de Ibitirama, região de Monte Alto.
"Declarações, só depois do coma alcoólico", disse ela nesta sexta-feira, balançando a perninha ao som de Serge Gainsbourg, na "firma" em que trabalha.
"O Clube do Dêva tem leis a serem cumpridas e as reuniões extraordinárias realizadas nos sábados a tarde em botecos esdrúxulos não admite faltas", declarou o presidente do Clube, Matheuzinho.
Renato Universal já disse, diretamente do bar do André, que está disposto. Como sempre.
Ibitarama não sabe o que receberá em suas ruas. Este folhetim espera que essas pessoas se comportem. Ou não.
Murmure:
Kátia 13:44
"Eu não sou homem, sou jornalista!"
Jorge Cajuru, ontem, no Esporte total.
Jornalista é tipo um ser assexuado?
Murmure:
Kátia 10:12
29.4.04
"Meu, tô muito débil-mental hoje. Muito."
Kátia, em estado de êxtase e superego descontrol.
***
O que dizem os especialistas e as pessoas sobre isso:
"Hapiness is a warm gun!"
Beatles. Pô, os caras entendem!
"Tá apaixonada!"
Cassius Matheus Devazzio, 24, advogado, a ternurinha da Brasil Salomão, habitué deste blogue e amigo da dona.
"Você não está, você é retardada!"
Ana Miranda, 26 (mas com carinha de 22), advogada da vítima, digo, prima da dona do blogue.
"Você está muito louca!"
Márcio, ou Tigrão, 21, estagiário que sofre com a dona no bandejon da Secretaria.
"É um caso perdido!"
Meu psiquiatra.
"É mesmo?"
Eduardo Ramos, 26, o cara mais indie do Brasil, dizendo uma frase inédita seguida de "fudido".
"Dóóóru!"
Pétria Chaves, 22, aspirante a jornalista e meio entediada na Globo Rural, cúmplice e compreensiva com pessoas como eu.
***
E você, nada a declarar?
Murmure:
Kátia 13:29
A Kátia também pode ser POP
Essa foi o Tigrão, estagiário de Publicidade que trabalha comigo, que fez.
É que ele está aprendendo umas técnicas novas no photoshop e me usou de cobaia,
Tks, Tigre.
Murmure:
Kátia 08:40
28.4.04
I've been blinded but
Now I can see
What in the world has happened to me
The prince of stories who walk right by me
And now I'm set free
I'm set free
I'm set free to find a new illusion
Murmure:
Kátia 11:38
Sobre como está a Menina
Ele trata a menina como um bibelô de cristal. Como uma Fofolete que cabe na palma da mão e que ele pode tratar com carinho e atenção. Ele é de uma delicadeza estarrecedora, apaixonante. E tem a calma de um gato que observa o tempo passar. E tem paixão por tudo que faz, fala com os olhinhos sorrindo como os de uma criança que tem nas mãos um presente. A menina escuta Everybody is a Star e pensa nele com afeto. Porque os dois adoram a Katrina. Talvez ele goste mais, porque a paixão dele é mais antiga. E ele tem uma energia forte e boa, que deixa a menina toda fofa e derretida e admirada. E a menina adora o colo dele, que é quentinho, e a voz dele, que é sincera. E ele diz coisas que ela não concorda, mas são elogios que a menina sente que vêm do coração. E a menina adora ele desde sempre porque ele é doce e tem voz de menino curioso e querido. E ele fala "é mesmo?" e ela derrete. E ele ensina muitas coisas boas para ela, como se livrar do carvão e trás pães de mel de Itapetininga que ela ama. Ela ainda não conhece os amigos dele porque é uma caipira tímida, mas tem certeza que eles são incríveis, porque ele fala deles com paixão. Ele vai na casa dela e dá abraço de urso e isso lhe é ainda mais gostoso que o pão de mel com surpresinhas. E ele é vizinho da Justine, que vai namorar o Michael.
E a menina está feliz e piegas e Wando porque ele é muito especial e tem paciência par aguentá-la e ouvi-la e dividir chocolates (ela até engordou!) e ainda assim não perder a ternura e telefonar todo dia só pra dar boa noite e perguntar se está tudo bem.
E a menina está ficando mal acostumada e adorando isso tudo. E ela adora vê-lo sorrir e vê-lo feliz e adora dividir as musiquinhas com ele, ficar de mãozinha dada e ouvi-lo falar bobagens.
A menina está feliz. E é isso. Tudo isso.
Murmure:
Kátia 09:07
27.4.04
"A vida (...) é uma história contada por um idiota, cheia de SOM e FÚRIA e vazia de SIGNIFICADO".
Manja?
Matei Macbeth em menos de cinco horas. A preguiça some quando o assunto é *kátiavaisifudênaprova*
Murmure:
Kátia 21:47
We hope that you choke
***
Urgente:
- Kill Bill Vol. 1
- Parar de fumar
***
Ah, não quero ler Macbeth.
***
"Permita que eu te abrace e te aperte muito de encontro ao coração"
(Shakespeare)
Murmure:
Kátia 10:12
26.4.04
Cruzei o Bruno do Los Hermanos agora na calçada do meu prédio.
A questão é: o que ele está fazendo em São Paulo - e mais - sozinho na Paulista?
Murmure:
Kátia 18:40
Run Devil Run
ou Nonstop agora não!
Eu sou uma pessoa descontrolada que não consegue parar de comer que não consegue parar de sorrir que não consegue arrumar tempo que não consegue parar de cantarolar melodias que não consegue parar de falar que está enlouquecendo que não consegue mais sonhar que não consegue get drunk que não consegue sair pra dançar que não consegue acompanhar os shows que gostaria que não consegue pensar pensamento completo que não consegue parar de tomar setenta xícaras de café que não consegue controlar o coração selvagem que não consegue ler um livro inteiro que não consegue ser educada que não consegue ser gente grande que não consegue perder a timidez que não consegue sentir menos medo que não consegue engolir sapos que não consegue parar de sentir saudades que não consegue viver decentemente que não consegue gostar de advérbios que não consegue entender gramática que não consegue prestar atenção na aula que não consegue ao menos ficar na aula que não consegue escrever um texto sem vírgulas que não consegue ser menos neurótica que não consegue tirar os olhos do computador que não consegue abrir seu e-mail que não consegue dormir tanto quanto gostaria que não consegue encontrar seus melhores amigos que não consegue viver sem a mãe que não consegue ficar sem telefone que não consegue ser lúcida que não consegue piscar durante doze faixas de um belle&sebastian que não consegue se controlar.
E olha que eu sou normal juro que sou séria mesmo se você me ver tirando carne do dente no fundo da sala de aula sou séria e comendo cento e vinte rosquinhas amantegadas durante o clipping matinal e fazendo caretas nos trens metropolitanos sou séria até fazendo palhaçadas inconfessáveis e escabrosas continuo séria oras.
Não duvide de mim que tenho praticamente quatorze anos e não faço mais coisas erradas de adolescentes bobos porque e já sou grande o suficiente (bah, todo mundo pensava assim com quatorze anos!) e fico aqui travando a vida com um monte de encanações desnecessárias.
E sou séria e descontrolada para pensamentos de gôsto duvidável como querer ficar grávida e encher a casa de crianças como um coelho crianças correndo brincando gritando cantando pelos cômodos de uma casa redonda e enorme com um banheiro branco um canil e uma lareira para as crianças brincarem quietinhas no inverno e uma piscina para as crianças brincarem felizes no verão e uma escola integral que ensinasse muitas coisas legais como tocar um trompete ou pintar quadros com os pés mergulhados nas tintas macias e fresquinhas crianças felizes devem viver em lugares assim onde podem mergulhar em sua própria imaginação e desenvolvê-la e ser uma mamãe que coloca Julia para tocar para a Julia dentro do ventre e coloca muitas canções de ninar não-convencionais como Gentle Waves e Nick Drake e cuida das crianças com colo sorriso afeto amor carinho e corujice e conte contos fantásticos para as crianças se sentirem em um conto de fadas e sonharem com a Sininho e o Peter Pan e enfeitar com vestido de chita e lacinhos e gravatinhas como mamãe fazia comigo filmar os aniversários e os domingos na parque do Ibirapuera porque São Paulo será um lugar seguro para elas porque há de ser como não é pra gente.
E posso chamar isso tudo de fé porque tenho fé na vida e só vivo por isso posso chamar do que eu quiser uma vez que eu consegui escrever um texto sem usar vírgulas logo posso fazer qualquer coisa e se o leitor chegou até aqui e leu tudo parabéns espero que isso também lhes dê um pouquinho de esperança pra vida ser menos pesada e mais alegre.
Murmure:
Kátia 11:29
25.4.04
25 de Abril.
Interpol. Walkmen. Gastrite.
Há dois anos eu estava no show do Malkmus. Gritando: olha o Doug, olha o Doug!
Vou vomitar de nervoso.
Já volto.
***
Out of station through my radio
nothings on
it's like a joke thats told with out its final line
where's it going
where had it round
I know
I'm trying
I'm trying to wake up
wake up
(The Walkmen - Everyone Who Pretend to Like me is Gone - Wake Up)
***
I wish I could eat the salt off of your lost faded lips
we can cap the old times make playing only logical harm
we can cap the old lines clay-making that nothing else will change
well she can read she can read she can read she can read she's bad
she can read she can read she can read she's bad oh she's bad
but it's different now
that I'm poor and ageing
I'll never see this face again
you'll go stabbing yourself in the neck
it's in the way that she poses
it's in the things that she puts in my hair
her stories are boring and stuff
she's always calling my bluff
she puts the she puts the weights into my little heart
and she gets in my room and she takes it apart
she puts the weights into my little heart
I say she puts the weights into my little heart
she packs it away
it's in the way that she was
her heaven is never enough
she puts the weights in my heart
she puts the she puts the weights into my little heart
(Obstacle 1 - Turn On the Bright Lights - Interpol)
***
E equipe Menina de Lá espera que você entenda.
Murmure:
Kátia 19:13
23.4.04
Sorry, people.
Atendendo a pedidos, assunto encerrado.
Atenção dispensada pra quem não merece.
Como disse a Criz, um vaisifudê basta.
Murmure:
Kátia 11:28
Walkmen no Brasil?
Tô fazendo qualquer negócio.
De carona de caminhão à empréstimo bancário.
Os caras vão tocar láááááá em Natal, longe pra burro.
Pô, eles são fodas demais pra tocar tão longe do circuito SP-Rio.
Eu quero ir!
Eu quero iiiirrrr!!!!!!
Murmure:
Kátia 10:16
Tristeza:
Aguada e mal vinda.
São muitos demônios que me fazem assim. Não um. Assim como Deus. Não um.
A dor que nada cura, que nada fere mais. A dor. De saber tudo isso muito bem. A dor de se perder.
O desespero também.
Muitas noites sem dormir direito. A cabeça pesa no travesseiro. Fode com tudo.
A vida cansa. Trouxe Fernando Pessoa pro trabalho. Álvaro de Campos me entende e me completa.
Baby, I'm bored. (Evan, a gente se vê no dia 15)
Du, tô azeda.
Michael, tô carvão.
Nanaxu, tô no tchunco.
Henrique, tô deprê.
Renato, me desculpe, eu sei que você não gosta de me ler assim.
Como disse, são muitos demônios. Todos temos demônios em nossas vidas e devemos controlá-los, mas às vezes eu me perco.
Estou há uns dias assim, mas ontem eu estourei. Creio estar enlouquecendo, ontem eu pensei até em matar alguém. Não há solução.
Dá vontade de voltar pra casa, uma covardia e fraqueza sem fim, largar tudo, jogar ao vento como se nada tivesse existido. É covardia, garanto. Me acovardo às vezes, queria voltar pro casulo, pro útero, pra minha vidinha medíocre e fácil em Monte Alto. Reluto em crescer. Enfrentar a vida é difícil.
Ainda mais para mim, que não admito perder.
Em dias e textos assim, o blogue perder audiência. Ninguém quer saber das suas crises, Kátia.
Murmure:
Kátia 09:13
22.4.04
Gente,
Eu não sei porque vocês estão brigando com o Nelito.
Ele só fala bem desse blogue...
Dêem uma olhada nos comentários abaixo...
Murmure:
Kátia 19:49
Dos Direitos Universais
Capítulo I - Dos trabalhadores autônomos da Av. Paulista
Art. 1° Silêncio. De manhã, durante o caminho, deveriam estar proibidos os
gritos como "capas para celular capas" ou "três pão (sic) de queijo é um
real". As manhãs são bonitas e frescas onde eu moro, só falta a
tranqüilidade.
Parágrafo Único. Deveriam ser proibidos, também, os entregadores de folhetos
na porta de prédios residenciais, porque tudo que eu não quero é estender o
braço pra pegar um impresso em papel ruim, assassinando a língua portuguesa
e informando preços de planos odontológicos.
Art. 2° Todo mundo tem direito ao vício. Seja ele qual for.
Art. 3° (e o mais importante!) Banheiro. Um lugar onde você pode ser só seu,
único e exclusivamente, lugar onde você fecha a porta e o mundo pode desabar
lá fora, porque pouco importa; você está no banheiro, sagrado e complexo
mundo de auto-suficiência e sentimento de competência. Um universo em que
nos despimos de todo e qualquer preconceito e somos somente nós, em matéria
prima e pura, em estado virginal e selvagem, agindo como qualquer outro
animal.
Continua...
Murmure:
Kátia 13:35
Nelito, eu te desprezo.
Murmure:
Kátia 08:28
20.4.04
Nelito, entendi.
Você é apaixonado por mim e eu não te dou atenção.
Você é incapaz de me PEGAR.
Agora você usa o meu blogue pra vingar seu ego!
Monte um blogue: "A Kátia é uma cachorra mas não fica comigo!"
E bem capaz de não conseguir conversar comigo porque é mais estúpido do que eu. (E olha que isso é uma façanha!)
Poxa, sinto pena.
Você deve ser uma dessas pessoas mordidas com a vida, com a cabeça cheia de vingancinhas e desdéns, cheio de rancor.
Você já pensou que isso pode te dar úlcera?
Se cuida, cara!
Faça yoga! Ou terapia, sei lá. Você precisa se tratar.
Você gasta mais tempo com coisas que não gosta (meu blogue, por exemplo) do que com coisas que gosta.
Assim você vai ficar ranzinza e ficar ranzinza é coisa de velho tarado que não consegue fazer o pau subir.
Boa sorte na vida.
Ah! E: Sai, carvão!
***
Leitor amigo, me desculpe fazê-lo acompanhar essa chateação.
É que tem gente com o ego muito grande precisando de atenção.
Murmure:
Kátia 17:04
Paulo Leminski e o Mistério da Câmara Secreta
LÁPIDE 1
epitáfio para o corpo
Aqui jaz um grande poeta.
Nada deixou escrito.
Este silêncio, acredito,
são suas obras completas.
LÁPIDE 2
epitáfio para a alma
aqui jaz um artista
mestre em desastres
viver
com a intensidade da arte
levou-o ao infarte
deus tenha pena
dos seus disfarces
***
Murmure:
Kátia 10:54
19.4.04
Obrigada, NELITO.
A equipe do Verdes Funebrilhos/Space is the Place/Sai, Carvão! agradece e REPELE sua visita.
Gente como você é sempre mal-vinda. SAI, CARVÃO!
Passar bem.
E vê se arruma uma namorada, porque você tá precisando mesmo dar uma TREPADA.
Loser.
Murmure:
Kátia 19:10
A menina de lá é também a menina daqui.
Uma menina que nunca imaginou, mas encontrou uma lâmpada mágica no meio do caminho e fez um pedido inusitado e sincero: quero ser feliz.
Não tinha uma pedra no meio do caminho. Tinha flores.
E as flores trouxeram a leveza. O sorriso. A vida.
A menina ainda não consegue encontrar tempo para ir ao cinema, ou pra fazer coisas que gosta, ou pra ir a um bar, mas está bem.
Tudo vai melhorar, ela sabe. Um dia ela vai poder fazer mais de 90 coisas em 24 horas. E entre essas 90 coisas, ela vai dormir também.
Ela era reclamona e aborrecida, agora passa o tempo se policiando, se vigiando para ser uma pessoa melhor.
Porque ela sacou que a vida é assim: felicidade atrai felicidade.
Porque ela não quer carvão na sua vida.
Porque ela é uma metamorfose ambulante. Porque ela decidiu que só vai agregar coisa boa pra si.
E é isso.
***
A Menina de Lá em uma campanha SAI, CARVÃO!
***
They're locking them up today
They're throwing away the key
I wonder who it'll be tomorrow, you or me?
We're all normal and we want our freedom
Freedom... freedom... freedom... freedom
(Love ¿ Forever Changes ¿ The Red Telephone)
***
Estou em uma campanha pesada pra tirar o Michael do carvão.
Mi, hoje eu acordei sem vontade de sofrer.
Você já pensou nisso?
O Kit-anti-carvão está funcionando? Procure usar o volume máximo, decore as letras, cante como um autista.
Lars Von Trier, saca, OS IDIOTAS, nós somos os idiotas e idiotas não sofrem.
Abstraem.
Mas de qualquer maneira foi foda.
Hoje cedo, no meu prédio, caiu a luz do corredor que leva ao elevador.
Chorei enquanto esperava, desesperada, no escuro, de energia carvoeira e negativa, de medo.
Às vezes as coisas acontecem assim.
Milhares de pessoas sem forma e sem rosto nos observam.
A gente sente sem querer.
Mas a luz do sol, a rua, a fuga, o caminho me fizeram esquecer.
Qual vai ser a boa de hoje?
O que a gente vai fazer pra limpar o carvão nosso de cada dia?
Murmure:
Kátia 08:52
17.4.04
Não almocei.
Sinto saudades.
E saudade dói.
Dói de tirar o fôlego.
"Quase sempre ser feliz é ALENTO ou uma FALTA DE AR".
Kátia é assim, assim, digamos, uma COISA muito complicada.
Kátia ama. Ama muito, com o coração e com a cabeça, ama todinha, ama de verdade.
Mas odeia o amor. Já falei, ela é assim, assim.
E você bem sabe.
Kátia é assim, assim, peça complicada de se entender.
E pede perdão, por tudo o que passou e o que está passando, pede perdão porque DETESTA causar DOR nas pessoas, pede perdão porque se preocupa em cuidar, pede perdão por não citar nomes, pede perdão por NÃO TELEFONAR, pede perdão por ser instável, pede perdão por ser um pouquinho estúpida às vezes, pede perdão por ser broxante, pede perdão por ser ASSIM, ASSIM, e pede perdão por não conseguir explicar.
***
Bom final de semana pra toooodo mundo.
Patota, foi muito bom vê-los ontem. Como disse o Gabriel, "a gente vê todo mundo junto e sente a energia, fica feliz".
Concordo.
Murmure:
Kátia 13:28
16.4.04
SPACE IS THE PLACE!!!
A FODEEEER!!!
***
Da série Recordar é Viver
Já que Space is the Place e as conversas de apartamento têm se tornado cada vez mais bizarras, vou fazer uma reminiscência eletrônica.
Todo mundo já teve essa vida. Acho que a maioria das pessoas que lêem este blogue tem mais ou menos a minha idade e levaram mais ou menos a mesma vida e a nossa trajetória eletrônica broxou no Super Nes. Claro, todo mundo jogou Play Station depois, mas a gente já não era mais criança. E o que conta nesta série é ser criança.

Dactar e Atari, respectivamente. O 2600, clássico dessa foto, data de 1977. Já o Dactar é mais "moderninho", data de 1983.
Dados para comparação:
CPU: MOS 6507 (Algo em torno de 4 bits de informação)
Velocidade de processamento: 1.19 MHz (por isso dava tanto "krepe")
Memória: 128 bytes (baites, galera, baites! Putz, é muito pouco!)
Resolução: 160x215 (está aí a glória do universo: pixels! Por isso eram tão ruins os gráficos)
Máximo de cores disponíveis: 16 (háháhá)
Master System, data de lançamento: 1986.
Minha mãe foi a primeira pessoa da minha casa a terminar Alex Kid. Pra você ver o vício em que o Atari nos inseriu.
Dados para comparação:
CPU: Zilog 80 (8 bits) (Tá melhorando, hein, negô?!)
Velocidade de processamento: 3.58 MHz (veja bem, um computador "popular" tem hoje velocidade de 1.8 Gigabytes de Megaheartz. Piada.)
Memória: 64 K (Kilobytes. Alguém tem noção de quanto isso já era muito?)
Resolução: 256x224
Máximo de cores disponíveis: 64 (poxa, tudo parecia tão colorido naquela época...)
Mega Drive. Data de lançamento: 1990. Lembra do segredo para se transformar em Super Sonic?
Foi a revolução. 16 bits era tudo de mais moderno no universo.
Dados para comparação:
CPU: Motorola 68000 + Zilog 80 (16 bits)
Velocidade de processamento: 7.6 MHz
Memória: 72K
Resolução: 320 x 448
Máximo de cores disponíveis: 512 (Uau, a evolução é uma coisa realmente maravilhosa!)
Super Nintendo. Ano de lançamento: 1991
Eu não tive um, mas joguei bastante. Depois do Super Nes, nunca mais peguei um console na mão.
Dados para comparação:
CPU: 65816 (16 bits)
Velocidade de processamento: 3.6 MHz
Memória: 64K
Resolução: 512 x 448
Máximo de cores disponíveis: 32.768 (Nossa, era tão sensacional quanto ácido lisérgico!)
Curiosidade: foi o primeiro vídeo game em estéreo: tinha oito canais de som!
***
Nem fiquem indignados. Alguma próxima vez eu faço um revival dos jogos que marcarm nossas vidas. Para sempre. Uau!
Murmure:
Kátia 12:28
15.4.04
Não conseguia parar de olhar aquela figura exótica e bela na TV. Júlio Cortázar falava e eu estremecia. Orelhas imensas, olhos claros, separados como os de um peixe, mãos grandes cheias de dedos nervosos segurando um cigarro que ele não fumava, a leveza dos lábios de poeta. Lábios finos, pálidos, macios e precisos. O nariz, fino e achatado, apontando para baixo, tipicamente argentino; sobrancelhas falhas e dentes feios, manchados de nicotina, fora dos padrões. Barba baixa, colada às costeletas e ao bigode, crespa, cheia como moita. O cabelo penteado como o de uma pessoa que nunca penteia os cabelos, liso, cheio de gel, puxado com o pente meio de lado, meio para trás.
Caminhava, grande, de tamanho quase descomunal, de ombros finos e caídos, braços e pernas muito longas, jeito tímido e forte. A pele clara, lisa, parecida com um lençol de cetim gelo.
Queira ou não, uma figura belíssima. Belo de tão sóbrio que soltava suas palavras, tão definitivas.
A paixão começou pelo texto, este que publico, o primeiro que li dele.
Posteriormente, Henrique recitou outros trechos do escritor, em castelhano, coisa que me fazia quase ir à convulsão.
Entre tudo que li, este texto me marcou. Pela circunstância que veio na época, pela beleza, por tudo.
Toco a sua boca, com um dedo toco o contorno da sua boca, vou desenhando essa boca como se estivesse saindo da minha mão, como se pela primeira vez a sua boca se entreabrisse, e basta-me fechar os olhos para desfazer tudo e recomeçar. Faço nascer, de cada vez, a boca que desejo, a boca que a minha mão escolheu e desenha no seu rosto, e que por um acaso que não procuro compreender coincide exatamente com a sua boca, que sorri debaixo daquela que a minha mão desenha em você.
Você me olha, de perto me olha, cada vez mais de perto, e então brincamos de cíclope, olhamo-nos cada vez mais de perto e nossos olhos se tornam maiores, se aproximam uns dos outros, sobrepõem-se, e os cíclopes se olham, respirando confundidos, as bocas encontram-se e lutam debilmente, mordendo-se com os lábios, apoiando ligeiramente a língua nos dentes, brincando nas suas cavernas, onde um ar pesado vai e vem com um perfume antigo e um grande silêncio. Então, as minhas mãos procuram afogar-se no seu cabelo, acariciar lentamente a profundidade do seu cabelo, enquanto nos beijamos como se tivéssemos a boca cheia de flores ou de peixes, de movimentos vivos, de fragância obscura. E se nos mordemos, a dor é doce; e se nos afogamos num breve e terrível absorver simultâneo de fôlego, essa instantânea morte é bela. E já existe uma só saliva e um só sabor de fruta madura, e eu sinto você tremular contra mim, como uma lua na água. (Júlio Cortázar, in: O Jogo da Amarelinha)
Murmure:
Kátia 08:54
14.4.04
(...) Tenho dois olhos contentes
E a boca fresca e rosada.
E a vaidade só consente
Vaidades, se desejada.
E além de vós
Não desejo nada.
***
A vida se derramando. Cíclica. Escorrendo
(...) Mas ao teu lado me estendo
Imensa. De púrpura. De prata. De delicadeza.
***
Quisera descansar as mãos
Como se houvesse outro destino em mim.
E castigar as falas, alimárias
Vindas de um outro mundo que não sei.
Fazê-las repetir suas longas árias
Até que a morte silencie as mandíbulas
Claras.
***
Mas tantas timidizes se esvaíram
E este meu corpo agora não as tem.
(Hilda Hilst - trechos de poemas variados)
(De menina para menina - ela pensava.
De ti para mim, como se fôssemos somente nós duas no mundo.
Relação de poeta com o leitor, só entende quem lê.
Pensar como um gênio, sentir como um gênio fazia-lhe bem.
Ter o coração perturbado e não conseguir escrever: ler, ler, ler.
Não precisava de mais nada, tinha os livros, as traças, o mofo.
E lendo poesias, dormira. E dormindo, sonhara.
A vida era mais leve assim.)
Murmure:
Kátia 09:27
13.4.04
A gente tinha um Zine quando ela morreu.
A gente tinha poesia e escatologia.
A gente tinha emprego e tinha vontade de beber.
Agora a gente bebe de vontade de viver.
A gente se cala, se abala, engole o choro. A gente é forte.
A gente aguenta, te garanto, guri.
A gente tinha um amigo por andar, se é que isto te faz sentido.
A gente não tinha paz, mas a gente tinha vontade de estar no inferno. Era divertido trepar, fumar, pensar.
No céu não tem isso tudo.
A gente tinha café queimado com gôsto ruim.
A gente tinha até moral pra acentuar os homógrafos.
A gente tinha todo tempo do mundo.
A gente tinha sofrimento adolescente e problemas que se resolviam quando dormíamos.
A gente não tinha paz, mas tinha sono.
A gente tinha Hilda Hilst, a gente tinha até um computador.
A gente tinha raiva e revolta e brabeza que só deus sabe onde foi parar.
Eu tive até um amigo que me avisou que isso tudo ia passar.
A gente não tinha dom, mas tinha ginga.
A gente não tinha ginga na verdade, a gente tinha música.
Dançava quem podia.
A gente aguentou todo tipo de pateta descarado mal vindo.
A gente rezava, pra você ver.
Era fé.
A gente cansava, mas a gente seguia.
A gente seguia, mas a gente xingava.
A gente xingava, mas a gente gostava de fazer aquilo.
Quando ela morreu tinha nome Inspiração.
Hoje chamo ataúde, enterrada, morta, mortinha, defuntada da silva.
Não posso fazer nada.
Murmure:
Kátia 10:03
12.4.04
Numa janela o orkut, noutra o blogue.
Temos o aperto no peito no domingo a noite, a sensação de estar esquecendo alguma coisa. É tão somente a vida que fica para trás, abandonamos as bebidas e os amigos, as gargalhadas e todo o cotidiano a que fomos mal acostumados.
São Paulo me roubou todo o lirismo. Aqui, me preocupo tanto em viver que não sento pra escrever. Tão pouco pra ler. Vivo, engulo informações, assisto tudo com pressa, com urgência de ir pra outro lugar.
Passei dois anos perfeitos aqui. Hoje, não sei mais se é isso que quero para mim. Não quero mais trânsito, não quero dormir pouco, não quero dor de cabeça, não quero estresse, não quero respirar mal, não quero comer porcaria na rua como há muito venho fazendo.
Meu estômago reclama. Encolhe, morde o fígado, faz bico. Parece criança.
Não consigo escrever mais do que duas laudas, e olha que isso nem é ser objetiva ou concisa. É não conseguir seguir uma linha de raciocínio mesmo.
Viver é não conseguir, disse Pessoa. Eu sei.
Em Waking Life tem uma frase sensacional: existe dois tipos de sofredores: os que sofrem por falta de vida e os que sofrem por excesso de vida.
Qual você escolhe? Qual te dói menos? Qual vai te fazer menos mal?
Já tive as duas. Sou uma sofredora nata. E nem é pose, é estupidez mesmo.
Não estou falando, novamente, de tristeza. Há anos eu sei que não sou triste. Sou vazia.
Sou um conjunto vazio de opiniões babacas e deformadas sobre todas as coisas. Até há pouco tempo eu não tinha opinião sobre nada. E ainda sou partidária da frase "a ignorância é uma benção".
Bem vi isso ontem, num posto na beira da estrada.
"Se dependesse de mim, esse cara morreria de fome", disse o caboclo sobre Portinari. Havia três ou quatro telas gigantescas do pintor expostas nas paredes efêmeras demais do lugar. "Nunca compraria uma porcaria dessas". Pois bem, é tão mais fácil ignorar isso tudo do que tentar entender. Tentar entender nos remete à Sócrates, "Só sei que nada sei", quanto mais procuramos compreender, mais enxergamos a nossa limitação. Uma merda. Daí descende o excesso de vida, a fome de informação.
É, é isso. Da próxima vez que me falarem de Guimarães Rosa, vou abaixar a cabeça e cuspir um sonoro "Ele é chato". É mais fácil do que discorrer sobre Manuelzão e Miguilim. Os adjetivos "chato" e "imbecil" sobre qualquer gênio expõem a ignorância de quem opina. É como falar "odeio política". É a evidência mor de que o caboclo não entende nada.
Cansei de querer entender. É uma confissão. Confesso que não aguento mais ter a pretensão de criar paixões nas pessoas, tal como elas criam em mim. Não me fale de ninguém, tenho que saber. Uma professora acendeu paixões inusitadas, incontroláveis e enormes em mim, me fez ler e amar imortais. Depois que eu percebi que o cinema era um escape e uma fonte de sonhos, nunca mais parei de amar. Uma pessoa me fez amar a música com o coração e hoje preciso amá-la todo dia, preciso amar a música com a cabeça, preciso falar sobre a música e convencer as pessoas de que em sete notas está o sentido da vida.
E esse "querer-aprender-querer-ensinar" é árduo. Aguento pessoas que acham que sabem demais e isso me irrita. Aguento pessoas que ignoram Velvet Underground. Aguento pessoas pretensiosas até o dedão do pé. Mas adoro os apaixonados. Os que falam de artistas com os olhos sorrindo. Os que tem vontade de te fazer entender e se apaixonar. Adoro. Por isso parto para um fingir ser ignorante. Só pra ver quem fala de imortais com paixão.
Murmure:
Kátia 10:31
11.4.04
Eu vi nascer e vi morrer: News Associados
Sad, but true.
Murmure:
Kátia 14:19
O Orkut enlouquece.
São muitas pessoas que estão, ao mesmo tempo, tão perto e tão longe. Gente que antes admirávamos de longe, na nossa caixa de amigos. Gente que já vimos e vemos por aí e agora estão lá, numa moldura, como uma pintura surrealista de si, se expondo, colocando suas idéias, gostos e personalidade à venda. Não tão apocalíptico, tudo não passa de uma grande brincadeira.
Mas é assustador. As pessoas perdem a vergonha e todos os critérios, se comem, abraçam ovelhas, cultuam gênios mortos, montam sub-comunidades esdrúxulas, criam sub-comunidades de si mesmas.
Freak show.
Orkut é, na verdade, uma grande comunidade hippie virtual. Lá, as pessoas são obrigadas a se amarem, a se conhecerem, a se elogiarem. "Obrigadas" é um exagero também. Na verdade você determina se a pessoa é "cool", "sexy" ou "trusty" se você quiser.
O Orkut te impossibilita de xingar os outros. Você fica tão preocupado em encontrar amigos e "comer pessoas" que releva as pessoas que não gosta. Ninguém efetua seu login para ofender outras pessoas. Efetua porque quer ver quem escreveu um testemonial, se tem mais algum fã, se alguém pediu pra ser seu amigo etc.
Se alguém te xingar, simples assim, você deleta a mensagem.
Se enlouquece? Decerto. Vícia. Mas continua sendo imperdível.
(Sö um adendo: o engraçado lá dentro é que parece que todo mundo tem os mesmos gostos. Todo mundo gosta das mesmas bandas, dos mesmos escritores, dos mesmos cineastas. E depois vêm me falar de cultura de massa...)
Murmure:
Kátia 13:50
7.4.04
Nos extremos?
Estou extremamente bem humorada hoje.
Extremamente.
Papai hoje, Monte Alto amanhã, vida todo dia.
Elogio do chefe, madrugadas de boas conversas e gargalhadas, feriado, boas refeições (ô! bandejão!) , chocolates etc.
Amo viver.
Reclamos às vezes, mas bem que amo de amor maior.
***
Peço, encarecidamente, que não usem apelidinhos...sou curiosa demais pra suportar isso.
Murmure:
Kátia 13:48
6.4.04
"You know what you are...you'll gonna be a star...
You know who you are..."
Pra todas as meninas da minha vida: Dri, Lígia, Pétria, Hilda, Bia, Marsi, Angélica, Karen, Marília, Laura, Evelyn, Lorena, Karen C. e Ana Miraaaaaanda!
(é que eu gosto tanto desta música e sempre penso que o Michael Stipe fez pra uma garota...)
Murmure:
Kátia 12:56
5.4.04
Dias de Hobbes
São dias assim em que eu não queria acordar. Dias em que a alma parece não estar feliz neste corpo, em que a alma quer ir embora, quer se livrar.
Em dias em que a boca fica muito seca e o coração muito inquieto e eu não quero ver ninguém. Não quero dar bom dia, nem sorrir, não quero encontrar pessoa qualquer.
São dias de tortura gratuita e absurda, de mim contra mim, de fascismo, de extremismo de pensamentos incontroláveis e selvagens. Dias em que parece que Hobbes cochicha ao pé do meu ouvido: a natureza é a guerra de todos contra todos.
A natureza é a guerra interna que eu enfrento todo dia, "o homem é o lobo do homem"; eu sou minha loba, eu fico de tocaia sobre meus pensamentos, esperando uma falha para me atacar, me culpar. À espreita de uma brecha sequer que me faça padecer em pensamentos repetitivos e torturantes.
São dias de Hobbes. Dias e que eu merecia ficar em casa, quieta com a porta fechada, em um silêncio ensurdecedor (nestes dias o silêncio é ensurdecedor), num desespero que faz soluçar e a alma vibra de inadaptação.
Dias em que eu falo baixo e meço palavras, aparentando o avesso do que eu estou pensando.
Não são dias tristes, não me sinto triste. São somente dias de luta, de briga da razão. São dias em que crescer dói e é somente dor. E entre não sentir nada e sentir dor, fico com a dor.
São dias para ficar forte, guerra santa de pensamentos, guerra fria de amadurecimento.
Medos, muitos, todos, passando por mim, me fazendo prevenida, me colocando em modo de defesa contra mim mesma.
Mas tenho salvações, pequeninas salvações; sorrisos de amigos, chocolates e música. "I can hear music"...
O homem sendo o lobo do homem CAUSA a guerra. Se cada macaco cuidasse (bem) do seu rabo, não haveria guerra. Sou contratualista. Antes de tudo há um contrato, oral ou escrito, que, se respeitado, faz imperar a paz. Excluindo Henry David Thoreau e sua "Desobediência Civil", somos, até que provem o contrário, obedientes. Estamos aqui para quebrá-los, mas não o fazemos por respeitar a paz alheia.
Mas isso não vem ao caso. Não agora.
É somente mais um dia de Hobbes. Para, quem sabe, amanhã ser um dia de Darwin...
Murmure:
Kátia 12:28
3.4.04
Eu sou uma fã de Open Field Church!
(O Michael também, mas é que ele está escondido atrás de mim)
Escutando Santa Claus do Sonics e balançando a perninha direita...
Escutando Negativland do Neu! e balançando o fígado...
Murmure:
Kátia 20:34
1.4.04
Recordar é viver...
Sou nostálgica. Nem me fale de anos 80, corro pro Google, procuro figuras, informações; tudo pra lembrar meus bons tempos em frente a tevê.
Sinto saudades até do que eu não passei.
Ontem estava lembrando de seriados com o meu chefinho. Como era massa...
Mas, hoje, sem falação. Vamos às fotos.
Quem se lembra?:
Esquadrão classe A, em pé: Cap. Cachorro Louco, sentados, da esquerda pra direita: Ten. Cara de Pau, Cel. Hannibal Smith, e Sgt. Baracus
Chips: Jon Baker e Frank Poncherello
A Gata e o Rato: David Addison e Maddie Hayes
MacGyver, Profissão: Perigo. (Segundo meu chefe, ele fazia uma asa delta de um clips - hahaha)
Jaspion (Jaspion, cara, Jaspion!!!)
Changeman: Em pé, da esquerda pra direita: Change Phoenix, Change Dragon e Change Mermaid. Agachados, da esquerda pra direita: Change Pégasus e Change Griffin
***
Se divertiu, doçura?
Semana que vem tem mais nostalgia. Decerto.
Murmure:
Kátia 11:20
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