I Disappear when you're not here

 

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31.5.04

 
Qual país do mundo fala Bork, bork, bork! ???
(hahaha)

29.5.04

 
Aqui:

Lightning Bolt (demência! demência!)
13th Floor Elevators (ácido lisérgico?)
The Novas (vocalista bêbado?)
Q' 65 (libido no talo)
The Tombstones (Led Zeppelin encontrou Zombies)
Canned Heat ("negão" na garagem...)
(E hoje, finalmente, cedi aos apelos universais: baixei Aphex Twin com o Squarepusher.
Ê, falta do que fazer...)
***
Deus salve as garagens do mundo!


28.5.04

 
with an ache in my heart

Quando eu tinha 17 anos, resolvi tomar uma injeção. Vacina contra paixonite. Doeu, mas dóia menos que se apaixonar. Porque era foda aguentar minhas crises de amor por pessoas que não me davam bola.
(Patinho feio. Pegava os bonitões da escola, me apaixonava e me fodia toda)
Eu me apaixonei por outro patinho feio que me tratava mui bien, mas que era meu amigo. Foi ele que me deu a injeção (sem contar aquele papo de rejeição dolorida). Esse amigo já casou e mudou para o Japão (Japão!!!). Ainda bem que não foi comigo. Ele era uma iguana e gostava de Tihuana (Tihuana!!!). Affff.
***
Daí eu fui num culto. Open Field, coxinha na Bella Paulista (sem noção!), extensão da noite para às 9:30 da manhã. Me converti. Achava que a vacina ainda estava válida (me fodi toda). Já não funciona mais. Uns 4 ou 5 anticorpos restantes fizeram uma revolução e protestaram (gritavam: não vá se apaixonar, não se apaixone!), mas morreram afônicos.
Não lutei. Cedi. Paixão assim é sempre bem-vinda.
***
Mas é que não é isso.
É que fazia tempão que eu não ficava com o coração tão apertado de ter que passar dois dias longe de alguém. Paixão. Aguda.
Dois dias parecem um infinito de tempo.
E olha que (atualmente) eu gosto de ir para Monte Alto. Muito.

Deu a hora de ir embora. Preciso pegar o Cotis no trem metropolitano.
Guardo o coração no bolso. Apertado.
Domingo a noite, saco de novo.
Imbatível nostalgia da modernidade. Ele cura. Pode deixar que ele cura.


 
Ei! Fala alguma coisa!

27.5.04

 
Cai lá, nêgo!

Hoje tem Batidão ao vivo no Centro Cultural:
Um laptop
Um baixo
Uma bateria
Um teclado
Um trombone
Uma percussão
Família Slag insana fazendo barulhinho bom.

>>>
Happy Hour Generics
todas as quintas, às 20h
Rua Aspicuelta, 321
Info: 3814.8354

26.5.04

 
Eureka!
 
Hoje faz dois meses que o *Dú* me aguenta.
:-)
Alegriazinha...

25.5.04

 
Aniversário do hoje!!
Parabéns, quéti!!!

***

"Estão todos deitados
Dormindo
Profundamente".

Tapei o rosto.
Chorei no corredor. Era proibido chorar na frente dela.
(E naquela noite ela havia dito, passando a mão no meu rosto: Minha linda, minha querida, minha pequena, como te amo.)

Algumas horas antes de partir, nenhum adeus, nenhum lamento: uma bronca. "Não vá gaguejar, não vá esquecer o texto", antes do Casperito. E uma última frase.
(A última vez que escutei a voz dela, ela disse esta frase: eu te amo)

Ela dançou Violent Femmes acamada, mas dançou.
Ela cantou Pixies com o oxigênio enfiado nariz abaixo, mas cantou.
Ela tirou uma na nossa cara duas semanas antes de partir: qualé, 'cês só tão fazendo isso porque tão achando que eu vou morrer, né?

Ela não reclamava. Tava lá, dando 'olés' homéricos na tia Lí, no papai, em mim, na vovó e no Du. Mesmo que entupida de morfina.
Tava lá, fazendo piadas, zoando o Zé Galinha como de costume, paparicando o Daniel, maldizendo o ***.
"Eu quero suco de tomate!" Haja suco de tomate pra saciar a fome/sede da draga profissa que ela era.
Brava. Lutadora. Fudida. Forte. Grande. Amiga.

Sete finais de semana seguidos dentro de um ônibus. Somados, dá umas 70 horas de estrada. E ela foi embora no único dia em que eu não pude estar lá. Bandida!
Três dias antes, deitei junto com ela na cama. Ela me disse coisinhas de mãe, verdadezinhas que guardo no coração. Sem perder o humor.

Há um ano mamãe foi embora. Tinha voz de calmante e abraço de urso. Não há nada que me faça superar a perda. Não choro mais, ao menos. Mas dói. Vai doer a vida inteira. Porque achei injusto tirarem ela de mim. Mas eu sonho com ela. Ela ainda me dá broncas. Ela ainda me dá abraços. Ela taí, cara, fudida, pertinho, cuidando de tudo.

Valeu. Valeu enquanto ela esteve aqui. Valeu por tudo. Ela fez o possível, o impossível e mais um pouco. Ela foi IRMÃ, coisa que pouca mãe é. Ela foi minha melhor amiga. Ela cuidou de mim, patrocinou festas, tirou amigos de encrencas, me protegeu, foi cúmplice, foi fiel, foi engraçada, carregou o mundo nas costas, agüentou meu pai por 25 anos (puta merda!), agüentou o Duzão por 18 anos (puta merda!) e fez eu me apaixonar perdidamente por ela.
Minha querida, não vou chorar. Não vou ter surtos de desespero como tive no ano passado. Vou ficar feliz. Vou agradecer por ter tido você como mãe, por mais prematura que tenha sido sua partida. Vou agradecer por cada beijinho que você me deu, cada colinho, cada conselho. Você me ensinou o que é amar e como tratar bem as pessoas. Obrigada por ter existido e ter sido tão incrível.
;-)


24.5.04

 
But don't forget the songs that made you smile.
And the songs that made you cry


Vi Diários de Motocicleta ontem. Confesso que não havia criado expectativa alguma, até falei pro Du antes de sair de casa "deve ser um saco!"...Mas, eis que surge a surpresa: é lindo. É muito bonito. Bonito de verdade.
Chorei, como choro em filmes muito tristes ou muito bonitos. Chorei duas vezes, mas por variados motivos.

Era uma vez, lá lá lá, uma menina que queria ser médica. A menina desistiu e foi fazer jornalismo. Só que ela detesta o jornalismo e detesta lidar com gente arrogante, prepotente. A menina está infeliz. E não pode pensar em medicina que se derrete toda. E ser como Ernesto me remete à uma nostagia do que nunca tive (como ele mesmo disse). Lidar com gente tão simples que comove. Me comove gente simples, gente humilde. E o jeito simples de Ernesto me faz querer ser assim, lidar com gente de igual para igual, com carinho e respeito, com afeto e atenção. Coisa que não acontece no jornalismo.
Não aguento prepotencia. Não engulo. Quero ser médica. Errei de profissão. Um dia eu volto atrás.

Era uma vez uma menina que detesta separações. Detesta despedidas, detesta quebrar laços. Detesta ter que olhar para trás, guardar uma última imagem. Essa menina cativada é um perigo. Ama, ama mesmo, com todo o coração. Ama de verdade. Demora anos para conseguir falar do passado e seus "passados" sem chorar. Demora anos para se conformar e olhar para trás somente com ternura e saudade, sem melancolia. A separação entre Ernesto e Alberto dói, dói dentro da gente, como qualquer separação sem escolhas, em que não se pode levar a pessoa junto, em que não se pode guardar a tristeza.

Era uma vez uma menina que adora cinema. Adora imagens bonitas e piegas, adora sonhar, adora sair fazendo planos da sala (ops). A menina ainda não sabe se quer fazer filmes ou se quer ter uma vida cinematográfica. Ela só sabe que na tela tudo é belo e admirável, coisa que faz a gente querer ser melhor. A menina sonha.

E era uma vez tudo isso. Não se esqueça das músicas que te fizeram rir ou chorar. Não se esqueça das pessoas que fizeram parte da sua vida. Não se esqueça do quanto tudo foi bom, ou pelo menos da parcela boa dos fatos. Não se esqueça dos filmes que te fizeram sonhar. Para não esquecer o que é viver.

22.5.04

 
Tipo: de repente eu me arrependo.

Carvão fudido nessa tarde. Antes eu fosse menos babaca e mandasse sifudê forte.
Cuspidaço em quatro ou cinco frases.
Assume aí, tu morre de inveja de mim. Morre de se contorcer.
Vaisifudê, vaisifudê, vaisifudê.
Me arrependo. Pena não poder voltar atrás e consertar a vida.
Falar sim é, antes de tudo, conceder à vida a sua sorte, o seu destino.
Falou sim, doçura, sifudeu. Agora aguenta, aguenta porque tu é nobre e ergue a cabeça.
Aguenta o carvão. Próxima vez que a gente for se ver, vou com um colar de dente de alho. Vampiros...
É foda.
Sobre pactos selados, bem, falei sobre isso uma vez em Monte Alto.
Ninguém oralizou que isto é um segredo, todos sabem e compactuam em silêncio.
Sempre vi uma coisa em você.
Não contei pra ninguém, nunca contei. Tem coisas que a gente só pode guardar.
"Quero ter alguém com quem conversar
Alguém que depois
Não use o que eu disse
Contra mim "
É isso, Simples assim.
Não use o que eu digo contra mim. O silêncio.
Daí que eu sou dessas de morar em uma concha e guardar cada vez mais coisas ao invés de contar e me aliviar.
E ficar remoendo. Mastigando o que eu digo.
Essa merda toda de ter de se relacionar com as pessoas. Cansei. Não quero mais me relacionar, ter de escutar abobrinhas, me calar.
Quero ficar quieta no meu canto. Não quero discutir assunto algum.
Não quero mais te ver. Se fosse possível escolher, nunca mais.
Mas um dia eu disse sim e me ferrei.
Agora aguenta, neguinha, aguenta porque tu é tonta feito criança tímida.

21.5.04

 
Não vou falar sobre amor.
Não quero falar sobre amor.
Cala-te sentimento abobalhado.
Não quero te abandonar. Não quero te deixar para trás. Não quero te perder.
Não quero botar defeito em você.
Porque te amo.
Porque sinto sua falta.
Porque quero te ver todo dia até o final da minha vida. Até você ir ao meu velório.
Porque te quero pra dividir brownies e segredos.
Porque te amo.
Porque a gente é praticamente casada, se isso é possível entre duas irmãs.
Porque o seu mal humor é lírico. Porque a sua crítica é objetiva. Porque a sua fala é certeira.
Porque você me entende e já me perdoou mil vezes. Todas as vezes.
Porque você é toda linda, por dentro e por fora.
Porque você é forte.
Porque te amo.
Porque morro de orgulho de você.
E vou sentir muito a sua falta.
Porque os caras mais indies do ano (hahaha) vão levar a gente pra dançar juntas.
Porque a gente almoça juntas de sábado.
Porque nada vai acabar porque eu vou morar a quatro quarteirões de você.
Porque te amo.

20.5.04

 
Patéticos causam

Tenho a fúria dentro de mim. Todo tipo de fúria, pro bem ou pro mal. Sou italiana, tenho sangue quente correndo nas veias. Tenho sentimentos. A fúria do amor, a fúria do descontrole, a fúria da revolta, a fúria da liberdade. Todo sentimento elevado ao seu expoente máximo é furioso. Sou exagerada, lido com extremos. Não sei ser imparcial, esfriar os pensamentos, calcular. Eu simplesmente SINTO. Não que essa seja uma boa forma de se viver. A racionalidade funciona melhor, mas não oferece nenhuma emoção. Sem tesão, não rola. A fúria implica em sentimento de risco, adrenalina, suor, lágrimas, vitórias, perdas, crescimento.
A fúria implica em raiva, também.
E hoje acordei com raiva furiosa dos PATÉTICOS.
Se há uma coisa que eu odeio no mundo são os patéticos.
Patéticos são previsíveis, egoístas, egocêntricos, babacas, infantis, sem noção.
Patéticos fazem as maiores patetices e ainda acham que estão sendo fodões.
Os patéticos são detestáveis. No fundo, todo patético é meio burro.
Há variados tipos de patéticos. Os pseudo-intelectuais patéticos são, decerto, os piores. Falam tantas besteiras...
Há os patéticos que fazem auto-promoção. São insuportáveis. Falam de si como se fossem a última coca-cola gelada do deserto.
Há os patéticos que nem abrem a boca. São patéticos só no modo de existir. Como alguém pode só existir e ser tão patético?
Há os patéticos neuróticos. Aqueles que têm mania de perseguição. São, a princípio, os mais egocêntricos. Acham que qualquer rodinha de pessoas está falando deles.
Há os patéticos sem noção. Estes acham que estão sendo engraçadões, legais, do bem, mas no fundo são uns chatos.
Há os patéticos afetivos. Costumam ser puxa-sacos, elogiam qualquer um, ficam falando ternurinhas pra agradar, não são sinceros.
Há, por fim, os patéticos-confete. Fazem pose de coitado, de injustiçado, de excluído, de mal compreendido, ou de humilde, modesto. Quando na verdade são, simplesmente, pessoas comuns, que só querem adulação, elogios, lambeção. Estes talvez sejam os piores. Têm um ego do tamanho de uma galáxia, se acham, no fundo, os melhores e precisam de legitimação. O horror, o horror.
***
Adendo.
Aqui, a recíproca não é verdadeira. Nem todo sem noção, ou intelectual, ou babaca, ou neurótico é patético.
***
Você reconhece um patético a distância. É fácil. O patético só age em hora errada, só fala besteira, não consegue ter bons amigos e paga de fodão. Aqui, a recíproca é verdadeira. Quem paga de fodão (e nem sempre é), é SEMPRE patético.
Morte aos patéticos.
E tenho dito.

19.5.04

 
Alguém se dispõe a me dar Fama & Anonimato do Gay Talese?
É que eu tô com lombriga.
 


É meu.

 
Brasil tem 26 milhões de pessoas sem dentes

Pesquisa feita pela Fundação Oswaldo Cruz para a Organização Mundial de Saúde revela que 14, 4% dos brasileiros já perderam todos os dentes.
(in: Folha de S. Paulo, hoje, primeira página)
***
E agora? O que vamos fazer com uma população banguela e com um presidente pinguço?
Ou tipo "Jesus não tem dentes no país dos banguelas"?


18.5.04

 
É sobre como CERTAS pessoas fazem um BEM DANADO DE BOM pra gente.


Liguei para o Cassius, conversei besteirinhas por 22 minutos e minha dor de cabeça passou.


Cá, obrigada por existir!
 
Você era a mais bonita das cabrochas dessa ala, você era a favorita onde eu era mestre-sala
Hoje a gente nem se fala, mas a festa continua...
Suas noites são de gala, nosso samba ainda é na rua....
Hoje o samba saiu procurando você...
Quem te viu, quem te vê
Quem não a conhece não pode mais ver pra crer, quem jamais esquece não pode reconhecer...


***
Chico me faz lembrar de mim mesma.

***
Xii, tô maior carvão hoje.

***
Acho que vou pra Monte esse findi.
Sessões de descarrego fortíssimas, por favor.
Sal grosso, alho, galhinho de arruda, Renato e Cassius.
Essa é a fórmula, essa é A fórmula.
Dendulitro. Assim tudo se vai, tudo se esvai.
Lá o samba não sai pra procurar você. Ele te segue.
"Quem te viu, quem te vê"...

***
Cuidem-se, crianças.
Tia Kátia está em crise. Enquanto isso uma nuvem de maldição apaga minhas orações antes de eu deitar.
Deus não está escutando.
A receita para a cura se baseia em doses generosas de Eduardo, gargalhadas ácidas com o Michael, pitadinhas de Frida e Hilda nos corredores da Cásper, devaneios (enfáticos) com o Chiquinho (adoro esse biscoitinho!), show do tio De Leve com a Dri, abraços da Lorena e cobertura sabor Monte Alto e suas figuras. Em meia semana está tudo bem.
"I throw my drugs away"...


 
- Essa foto é muito ruim!
- É, essa merece um "report as bogus"!

Kátia e Matias, respectivamente.
É o Orkut Domination...

17.5.04

 
Flic trics de Pitibiriba
(Um ensaio sobre o nada ou um ósculo doce na pontinha do queixo - antes que ele congele!)

Ler, parar de ler.
Cinema, não. Não paro nunca.
Hoje eu até me lembro do que sonhei. E foi bonito: Syd Barrett me dava um abraço. Não é toda noite que se ganha um abraço de gênio.
***
Mombojó. O show de sábado foi genial. Para quem perdeu, um apelo: próxima vez você não pode faltar. Os moleques são fudidos.
***
E Dri, aquilo, né? Dançarinas Sem Fronteiras. Quarta a gente ataca no tio DeLeve e quinta no Batidão com discotecagem da Crizi.
Tá feito.Poderíamos bolar uma "teoria do caos" acerca da "nostalgia da modernidade": nosso lema será "mexe que mexe, requebra bem e vai"! Em qualquer lugar.
***
"O Prisioneiro da Grade de Ferro" não bate "Edifício Master", mas ainda assim é um dos documentários mais bacanas que eu já assisti. E tem muita influência do Coutinho. Imperdível, não. Bom. Um bom retrato da falta de direitos humanos. A cena dos ratinhos (uns 8.000 que viviam no pátio do Carandiru) é de dar náusea. Forte como soco no rim. Era o mundo que estava ali. O começo é muito bom: a cena da implosão dos prédios exibida ao contrário. Os prédios se levantam aos nossos olhos. E a gente volta no tempo pra saber que o filme de Hector Babenco não disse nada.
***
Da série ô moço, desce daí!
Mudei de sala. Tem um moço sobre a minha cabeça puxando uns fios.
Mas é melhor outro moço descer do salto.
Agora eu sou vizinha de uma carvãozada insuportável. Prometo que não vou dar nem Bom Dia!
***
Pronto. Acho que já falei tudo sobre nada.

14.5.04

 
Sabe pra onde eu vou amanhã?


Santos.


1398.

:-P

***
E quer saber?
Desejo um final de semana mega bom pra todo mundo.
Porque o meu será.
Mombojó + Abimonistas + discotecagem suja = Kátia e Du, Dri e Alexandre, Lígia e Stycer na balada.
 
ELE VOLTOU!

Tirem esse maluco do ar!
O Ferris Bueller da Cásper Libero!
Um observador nato. Fudido! Adoro!

 
Mudanças. Tão justas, tão necessárias.
Eu mudei. Quem se lembra de como eu era?
Ninguém se lembra. Guardamos o último instante.
Hoje eu sonho. Antes eu não sonhava mais.
Perdi uns 19 meses da minha vida. Ganhei? Experiência.
A lama. Era lá que eu vivia, sem sonhos.
Se me arrependo? Nem um pouco.
Costumo não olhar para trás com sentimentos vazios como o rancor.
Tenho saudade. De algumas coisas, poucas, cotidianas, menores.
Hoje eu busco a trufa. Todo dia, a trufa.
A delicinha do dia.
Acordo ainda mais alegre quando sei que vou te ver.
Malária lhe custa copyrights. A única frase boa de "Pequeno Dicionário Amoroso", aquele filme lixo, aquele final infeliz.
Odeio finais infelizes. Eles custam algumas horas de dor.
Mas passa.
Antes eu sofria mais. Agora não tenho mais tempo pra isso. Nem chances me são ofertadas.
Passei por perdas doloridas.
"Perdas e Danos": "Tome cuidado com as pessoas sofridas". Filme bom, de final infeliz. Tome cuidado com quem já perdeu demais. Tome dois cuidados: 1. seja afetivo ou 2. seja precavido.
Para quem é afetivo, nada lhe é ameaça. Para quem não é, o descaso vem sem pudor.
Para quem é precavido, não se apaixone. O descaso vem sem pudor, sem pena, sem culpa.
Tome cuidado com as pessoas que são um coquetel de emoções. Elas embriagam, entorpecem, elas não tem noção das dimensões de seus atos.
Tome cuidado com os apaixonados. Eles tem a febre da inconsequência, tem o calor da vida.
De você que tenho afeto e atenção, não se preocupe. Sou boa pra quem é bom pra mim.
Quando a apatia conheceu o desprezo, começou ali o fim.
Racional demais, sou assim. Afetuosa demais, também. Sou um bloco armado de sentimentos. Sou, ao mesmo tempo, forte e derretida.
"Você não soube me amar". Fiquei com as batatas de Quincas Borba.
Me engoli, me ignorei, me submeti. Definhei meu ego até se tornar nada. Sangrei.
Seis ligações em uma tarde de sábado. Enxerguei a minha vida ali. Centro de São Paulo, garoa-clichê, correria, cão com o rabo entre as pernas: levantar a cabeça!, avante!, saia dessa merda!
Cresci até explodir as cordas que me prendiam. Fugi, voltei, lutei: perdi. A minha luta era comigo mesma. Murro em ponta de faca. Burrice afetiva. Cuidado e pena. Aprendi.
Nem um momento de congratulação. Me sentia um lixo. Impotente. Não tinha culhões para te aguentar mudo, sem um pingo de gratidão, falando barbaridades.
Egoísta é coisa que deixei de ser. Assuma, você não sabia nem me xingar.
Tenho uma vida, não posso ficar gastando meus ouvidos com egos inflados metidos em descontrole emocional.
***
A trufa chegou.
***
E eu era tão cega. Hoje eu vejo. Vejo o futuro, vejo tudo se contruindo e dando certo. Eu sonho, porque posso. Porque não há censura quando falo "encher a casa de crianças, ter lareira, piscina e canil". Porque não há uma frase imbecil se entremeando nas músicas do Neutral Milk Hotel ou falando mal de David Bowie até ter que engolir pérolas como Space Oddity e Low. Porque não há mais um idiota. Porque consegui deixar a minha vida repleta só de pessoas incríveis.
O cuspe sai grosso quando a gente resolve se livrar. Mas limpa a garganta.
Me desculpe, mas tem coisas que a gente não consegue mais guardar. E precisa falar, precisa expor a situação por mais ridícula que seja.
E pela última vez.
A mudança. A vida nova. As concessões e a aceitação. A paz.

 
*Confira!*

Folha Ilustrada, segunda página (E2), coluna do Lúcio Ribeiro.
Meu namorado é mooooito POP!

(E um ps: Lúcio, seu ***, aquele não é o Francis!!!)

13.5.04

 
Esse era meu medo: ratos no Orkut!

 
Da série *Sem palavras. O que vale aqui é a intepretação errada dos fatos*
(ou Long Island produz surtos de risadas incontroláveis)



Os arquitetos da praia. Kátia e Happy produzem maravilhas na areia. Caique e Duzão, bom, vai saber...



Crespinho, Tubarão, DCMFDP, Dani: deu um trabalho, hein, nêgo?!



Dani, Lely, Kate: tomamos 38 Cubas em seis nesse dia. Dominamos o bar. Fizemos a revolução praieira. Caímos no mar de roupa e tudo.



O Happy em cima do Lely, o Cudi no canto direito, o Duzão ao lado esquerdo (ainda tinha o Marcondes completando a fileira), o Dani em ciminha e meu colchão vazio no canto esquerdo.
A gente dormia em 11 nesse quarto.



Alô Niterói! Alô São Gonçalo!...
"Vou cair na gandaia com a minha bateria...
No balanço da mulata a explosão de alegria"...
Cassius só sabia dançar essa...



Kazu e Guty. Comentários são desnecessários. Compramos uma pipa rosa com uma caveira desenhada nesse dia. E nos divertimos.



Happy, Kate, Dani. O litro. O fim da tarde. Tava maior frio, pô.



Zoar o Henrique: não tem preço!



Carlão (em forma, hein?!), Guty (ô alemão!) e Kate brincando de ser vovó: laminha na (até então!) magrela!



E, por fim,uma imagem bonita disso tudo: Lê com o Pelotinha (vulgo Duzão)

***
Foi foda, viu?!
Mas não vou falar sobre isso!
 


Adóóóuro!

Meu pai, o Rê e o Cá!!!

12.5.04

 
Tô gordinha, ué!
***
Gânglios enormes descontrolados no meu pescoço.
***
Sou comum.
Gosto de ser comum.
Ser comum implica coisas boas, como poder gostar de qualquer coisa.
O que não quer dizer que eu vá gostar de qualquer merda.
***
Amei Kill Bill.
Amei. De sair tinindo do cinema. E são poucos os filmes que me fazem tinir.
Tarantino tem esse poder.
O último que me fez tinir foi Dogville, em out/2003. Tempão, né?
***
Peagá, o Quentin usou todos os recursos que a gente imaginava usar em nossos filmes (ah, que sonho!): mangás, sangue tosco, cenas engraçadas, músiquinha de seriado velho anos 70.
Só que tem UMA diferença: ele tem talento e uma câmera na mão. A gente, não.

 
"Ele é formado em advogacia" (!!!!!!!!!!!!!!!!!)

Janaína Nunes, grande gênio do jornalismo brasileiro, página D1, Diário de S. Paulo de hoje.

AdvoGacia nóis barre pra desbaixo dos tapete, oras! E quem se forma em DIREITO a gente até respeita.
 
getalife.doc

Era bom ter quinze anos.
Me apaixonava a granel, todo dia. Era bom.
Não havia conseqüência. Simplesmente éramos crianças grandes e nossos pais não se importavam de cuidar das nossas besteirinhas.
Saudade de ter quinze anos e poder voltar pra casa, almoçar, dormir.
Saudade de poder ser preguiçosa.
Não existe mais tempo. Dormidelas estão proibidas.
Ou você vive, ou você dorme. Durmo umas quatro horas por dia. Então eu vivo.
Vivo 20 horas por dia. E, mesmo assim, não faço tudo que quero, não como tudo que gosto, não encontro com todos que adoro, não vou a todos os lugares que me convidam.
Mas vivo. Mas amo. Mas sorrio. Ainda tenho muito tempo. Se eu parar de fumar, uns 60 anos talvez.
E acho que 60 anos são suficientes para eu ler todos os livros que quero, ouvir todas as músicas perfeitas e assistir a todos os filmes que pede a minha alma.
A vida está boa. Perfeita. Doce.
Hoje eu também me apaixono todo dia.
Só que pela mesma pessoa.

 
Clube do Dêva informa:

Aniversário do meu pai hoje

 
*Me retifico*

Crizi, você tem razão.
Tem mãe que é foda de aguentar.

11.5.04

 
Eu odeio a Cásper Líbero.
Eu odeio o jornalismo.
Eu odeio a Rosangela Petta.

Isso tudo acaba comigo.
Um dia eu ainda faço uma faculdade de verdade.
E tenho dito.

 
Antes que eu me esqueça novamente:
Crédito da foto do Du com o Norman:
Don
Dago


 
Aaaah, eu odeio os deprimidos.
Eu odeio os bicudinhos.
Eu odeio auto-piedade.
Eu odeio gente que fica pagando de loser, que faz caretinha de coitadinho injustiçado pela vida e fica proferindo frases imbecis do tipo "prefiro Cat Power em ruas escuras e sentimentos blá blá blá".
Vaisifudê, ô!
Vaisifudê de ficar posando de tristonho. Vá sifudê esse bando de indie tonto, que acha bonito ser triste.
Tá, tá, a tristeza é bonita nos livros do Fernando Pessoa. A tristeza é bonita pra quem é poeta e escreve sobre tristeza.
Mas a tristeza não é bonita pra adolescentezinhos de classe média que vestem calças da Sommer, compram noventas discos alternativos inúteis e só sabem falar de si mesmos, como se a vida deles fosse difícil.
É foda, viu?!
A vida de vocês não é difícil. Não é triste. Só é uma vida de bosta, isso é inegável.
É uma vida de burga mimado, isso sim!
Vá, vá, todo mundo tem problemas, todo mundo tem tristezas. Mas ficar fingindo incompatibilidade com o mundo já é apelação.
Vá gostar de Cat power porque é bonito, não porque isso te apresenta pro mundo como uma pessoa ferrada.
Pára de fazer uma imagem de si que só você enxerga. As intepretações são diferentes. Ninguém vestindo calças de 1000 reais é visto como injustiçado.
Pára de palhaçada. Quer ser palhaço, seja ao menos engraçado.
***
Por isso curto quem manda sifudê (rola um copyright aqui!).
Quem manda sifudê o mundo e a si mesmo, quem desencana de sofrer e chuta o balde, bota a vida pra frente. Quem desencana de si e de alguns pequenos problemas e vai se divertir. Quem levanta a cabeça e sai pra dar risada. Simples. Quem luta.
***
Depois eu pago o copyright pra bagun...


 
Vá, vá, vá, Delza, vá!
Não sei de que show esse povo tá falando!
Pixies? Que Pixies, porra?

10.5.04

 


Du e Norman

Sou fã.
Dos dois.
 
E aí, vai encarar?

Não me sinto triste.
Foi meu primeiro dia da mães sem mãe.
E mesmo assim não me sinto triste. Porque enquanto ela esteve aqui, foi a pessoa mais incrível do mundo.
Ela cumpriu todos os seus papéis: mãe, amiga, conselheira, companheira, porto seguro, voz de calmante, colo, piadas ácidas, fodona.
"Olha, Here Comes Your Man!". Mamãe estava no show do Pixies comigo e com o Du. Ela gostava, oras, dançava com a gente nos churrascos.
Bem que sei.
Mamãe virou anjo. Mamãe, agora, cuida das mães das pessoas que eu amo.
Mamãe me faz chorar de saudade, mas só de vez em quando. Por que ela não gostava de me ver chorando e agora eu sou feliz. Tenho uma porta-voz lá no céu. Ela fala com Deus pra mim.
Ela teve ontem, talvez, o dia das mães mais feliz da vida dela. Porque ela viu que eu e o Du estávamos felizes. E que a amamos.
E é isso.
Tenho vontade de matar as pessoas que falam mal de suas mães. Matar de morte morrida, de facada, de tortura. As mães são as pessoas mais fodonas das nossas vidas.
Não me sinto triste. Tenho vontade de chorar, mas não é de tristeza. É de saudade.
E tenho vontade de ser mãe. Do jeitinho que ela foi.
;-)

Das velharias que a gente não quer perder

I

De repente
Um riso.
Um pranto.
Num canto
Do abismo.
Do abstrato ao real,
Do bem ou do mal,
Você vem e me rouba
Num momento de sobra,
Numa noite sem lua
Sem espera e sem entrega.

II

O amor se esconde.
Na alma e na face
Teu choro condensa
Teu desgosto
Com falso sorriso
Que me solta
Sem pudor e com pavor.
E eu.

III

Sem teu beijo,
Te procuro
E te seguro
Em meu colo seguro.

***
PHODA!

Vai lá meter o bedelho!
***
Feed your head:
Mantenha a insanidade.

7.5.04

 
Estou ansiosa como se não tivesse visto o show do Teenage ontem.
Parece até que eu não vi nenhum show dos caras, todo dia era a mesma ansiedade, a mesma vontade de curtir.
Puuuorra, tô xonada!
Hahaha.
Maior cowgirl do caralho agora, hein?
E me abstive de escutar Pixies essa semana.
É como sexo tântrico: você anula o orgasmo o máximo que pode e, quando acontece, é sublime.
Sei que amanhã será sublime, será maravilhoso, será lindo.
Há dois meses estamos nessa agonia, eu, Cassius, Renato, trocando 120 e-mails por dias, só falando disso.
Tá éfe-ó-dê-á.
Tô elétrica. Tipo tanta energia que se algum carvão chegar perto de mim, explode.
Será O final de semana.
Saca só, são duas das melhores bandas da década de 90!!!
Ganhei o set list de ontem, escrito a mão, todo lindo.
É quase isso, eu roubaria um carro pra ir até lá. E não vou olhar pra trás com sentimentos vazios.
("And understand if I must say
I'd give both these wings away
I'd steal a car to drive you home
I don't look back on an empty feeling")
"Vamos" a "Isla de Encanta" como "un Chien Andalusia" porque você pode "Levitate me".
"I´m Amazed" porque navegamos pelo "River Euphrates" "All Over the World" "Digging for fire" e encontramos "Alec Eiffel" com uma "Letter to Memphis" nas mãos e "Dancing the Manta Ray".
Tudo isso só pra chegar em Curitiba e escutar "In Heaven" mesclada com "Wave of Mutilation (UK Surf)" e delirar.
Isso tudo é overdose de felicidade.
 
Da série Diálogos Esdrúxulos
ou sobre de quem a gente é

(Eu com a minha avózinha ao telefone, umas 21:00)
- Mas onde você está?
- Estou em um show de rock, vó!
- De novo, filha?
- É, ué?!
- Você está com o Du?
- Tô.
- Manda um beijo pra ele.
(Silêncio)
- Ele também é do rock, filha?
***
(Mais tarde, com um amigo ao telefone)
- Mas o que você está fazendo aí?
- Eu vim pra um show!
- Mas, Kátia Flávia, que vida é essa, estou tentando falar com você desde terça...
- É que eu estou nessa vida desde terça-feira.
- E seu namorado não liga?
- Ah, segundo a minha avó, meu namorado também é do rock.

 
Teenagefanclubdescontrol

Pro *Du*
(Cantei pra ele na quarta e ele cantou pra mim ontem!!)
"I Disappear when you're not here
In my life

I can't slip away when I see your face
I lose my confusion
Your Love Is The Place Where I Come From
When I'm on my own I'm lost in space
My freedoms a delusion
Your Love Is The Place Where I Come From"
(Teenage Fanclub - Your Love is the Place Where I come From - Songs From Northern Britain)
***
Pro Michael (que adoro as palminhas!!)
"I need the ways and means to get through
I need an open heart to look to
nobody sees the same way I do
I need direction to get through

Honest I'd feel fine
if you were to be mine
I need direction to take me to you"
(TF - I Need Direction - Howdy!)

6.5.04

 
A FESTA NUNCA TERMINA!

***
Pô, os caras que controlam o servidor bloquearam o Orkut.
Eu vou morrer! Eu vou morrer!
***
Sim, eu sou fã!
Mas daí que eu fico nervosa e não sei o que falar.
E não sei puxar o saco também.
Tá, se eu falasse "Gerry, obrigada pelas canções que fazem a minha vida mais feliz", seria sinceridade, não lambeção.
Mas já que eu não falo pra eles, falo pros leitores: Eu AMOOOO Teenage Fanclub.
Amo.
Como eu disse pro *Du* ontem: bandas que se resumem em uma palavra são as melhores. E a palavra que resume o Teenage é 'PHODA'!!!
Os caras são fodaços em todos os sentidos. Tenho vontade pegar o Francis e apertar as bochechas. Ele é 'Nice Man' na vida real também!
O Norman é um maluco, só dá nota. Me fez dar risada a noite toda ontem. O Gerry é uma coisa pequena, delicada e fofa. O Ray é mais quietinho, mas é muito simpático.
Fico estática, com os olhos arregalados, vendo eles conversarem assuntos comuns como os nossos.
E isso tudo é muito louco, porque você faz uma imagem de seus ídolos e, de repente, eles são melhores!
Eles são, de verdade, pessoas de peito frágil. As músicas deles são de verdade, são todas sentimentos. E isso é muito bom de se constatar, eles não estão nessa por dinheiro. Eles fazem músicas que vêm do coração.
E é por isso que eu amo. De verdade.

5.5.04

 
Obrigada, muito obrigada mesmo, pra todas as pessoas que telefonaram/escreveram/me abraçaram ontem!
Foi o melhor aniversário da minha vida, apesar de não estar todo mundo que eu gosto no show comigo ontem. Todo mundo merece uma dose de Teenage Fanclub na vida.
Muito obrigada às pessoas da "firma", que acenderam velinhas e cantoram parabéns pra mim!
Muito obrigada ao Du, por existir e por pedir ao Norman que me desejasse *happybirthday*.
Muito obrigada pelo celular ter tocado o dia todo. Muito obrigada ao Corazza, por avisar o Mário e por ele ter me ligado.
Muito obrigada aos abrilianos que telefonaram de suas redações.
Muito obrigada ao Ray, que tocou Verissimilitude.
Muito obrigada ao Bruno, desenho animado e cunhado fudido, que arrumou entradinha pro Michael.
Muito obrigada pelo recado no espelho, Dri.
Muito obrigada às meninas fofas-tudo-de-bom da patota, pela manifestação de carinho delas.
Muito obrigada ao Vives, essa pessoa que monitora minha vida a distância.
Muito obrigada pelos recados via orkut/blogue.
Sou a pessoa mais velha mais feliz do mundo.
E amo muito vocês. De graça. Pelo simples fato de existirem e serem tão legais.
;-)


4.5.04

 
Eu vivo e tu, Vives?

Eu te falei sobre a minha saudade na semana passada.
E você não respondeu.
Parece que as pessoas não entendem saudade. Quando alguém te fala "sinto saudades", corra para o abraço, por favor.
Sinto falta de suas palavras e não entendo o seu sumiço. Se te falta vida, não te preocupes, falta a mim também.
Eu não vou chorar, porque não vai adiantar.
Mas lhe falei, sinto saudades, muitas, de você perto de mim, de você na biblioteca, de você repetindo aquelas piadas, sempre as mesmas desde o meu primeiro ano na Cásper e sempre engraçadas, porque você era parte da rotina gostosa da minha vida.
Você é tão especial, tanto, mas parece que não entende. Não gosto de te ver triste, não gosto de te ver com os olhinhos baixos, não gosto de te sentir triste. Gosto mesmo é de você grande, em todos os sentidos, me dando aqueles abraços de irmão e me carregando no colo como você fazia nos intervalos, porque eu sou pequena perto de você. Em todos os sentidos. Sou menor que a sua inteligência e sou menor que o seu corpo, sou menor que a sua atenção e que o seu carinho.
E queria te ter todo dia e te contar minhas coisinhas, porque com você eu era uma pessoa de verdade, que podia falar tudo o que estava sentindo, porque você não me julgava, não me apontava, não me reprimia. Você aconselhava e sorria. E eu amo muito isso em você. Porque você é uma pessoa que tem paciência para escutar todas as histórias, de todas as pessoas, e, ainda assim, arrumar conselhos bons e conforto para todos os seus amigos.
Porra, como te amo. Acho que eu nunca te falei isso, não sei, mas eu te amo.
Mas amigo é assim, mesmo longe a gente sabe que ele está pronto pra te escutar.
E sobre a saudade, mesmo que muita, sinto alegriazinha por passar só uns 20 minutos ao seu lado. Assim fica tudo bem.
E você é uma das pessoas mais lindas que eu conheço.
Gosto tanto que tenho um desejo egoísta de te guardar em uma caixinha no meu criado-mudo, pra te ter o tempo todo, seguro, ao meu alcance.
E tem poucas, pouquíssimas pessoas que eu considero como você.
Porque cumplicidade é uma coisa muito FUDIDA, e você é cúmplice. Você é leal, saca?, você sabe ser brother, você sabe que a gente vai quebrar a cara mas depois vem pra consolar.
E eu sinto muita, muita, mas muita saudades de você.
Mas é isso. Quando a gente "get a life", por favor, vamos sair.
Porque você é meu urso de gente e de pelúcia. Você é pai do Fernando, que mora na casa da Raquel, que não tem mãe identificada. Porque eu amo o urso Vives, tão lindo, tão grande, tão fofo.
E sinto muito a sua falta. Muito.

3.5.04

 
Comments on line!
Consertei!
Murmurem, queridos, murmurem!

2.5.04

 
Deprê de domingo a noite é foda.
***
Sistema de comentários temporariamente fora de serviço.
Não sei qualé o problema dessa p**** de blogger, mas não estava funcionando.

 
Boletim Kátia - sábado, 1 de maio de 2004.

Rabo de galo.
Nove horas in the run.
A vida é foda! :-D
***
Daqui a uma semana, mais ou menos neste horário, estarei pulando no show do Pixies.
***
Falamos sobre eu ter voltado a amar o interior.
Amo muito tudo isso.
***
Aniversário do meu irmão Du hoje. :-P
***
Dia fudido de legal! Pixies, fresquinhas, petiscos, soninho.
Acabou o findi.