Menina de Lá...

 

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29.10.04

 
Estou tremendo. Estou eufórica. Não sei o motivo, mas decerto é coisa pra acontecer. Espero o acidente, todos os dias, o acidente. Considerando que acidentes podem ser bons ou ruins, esclareço que o acidente que espero é bom. Apesar de uma tonelada de pequenos acidentes ruins estarem inundando minha vida, coisa boa, algum dia, tem de desaguar nesse mar.
Pára tremedeira infernal. Talvez seja somente fome. Jantei uma lata de xuépes e um pedaço de bolo de chocolate. Coisa pouca pra quem costuma se comportar como uma draga em jantares.
Minha transferência foi aceita. Sou uma aluna do período matutino novamente. Mandei um ofício meio bocó, ameaçando: "sei que há vagas no período matutino. Espero que haja empecilhos burocráticos nesta minha mudança". E tenho dito. Não consigo mais parar. Se é que de manhã alguma coisa dentro de mim vá melhorar.
Os resultados não foram satisfatórios nesta fase da seleção.
Porque não há maneira melhor de a gente mostrar que não, não somos tão toscos assim?
Dá vontade de falar: olha, juro por Deus, não sou só isso. Mas há um grampo no meu ego (tipo aqueles que enfiam no estômago alheio para impedir que a pessoa coma muito) que segura frases dentro de mim.
Ontem havia uma questão assim: três qualidades e três defeitos. Os três defeitos eu identifiquei logo de cara, mas as três qualidades foram pensadas e repensadas e, ainda assim, acho que não foram bem escolhidas. Desconheço minhas qualidades, e mesmo que as conhecesse, provavelmente não as exporia. Seria um bocado engraçado se eu colocasse, no duro, gata, legal e inteligente, mas definitivamente, não me acho nada disso.
E percebi que não me conheço muito bem. Aliás, não me conheço nem um pouco. Sejam as reações para situações diversas, sejam as qualidades que eu realmente ponho em prática, não as conheço.
Lembro-me de uma situação muito peculiar e engraçada. Quando eu tinha uns seis anos, minha mãe montou um aquário. Daí o meu peixe preferido, uma fêmea laranjada de calda preta (ela teve até filhotes que foram devorados pelo pai, incompreensível ação do mundo animal que costuma irritar os humanos), morreu. Pois guardei a peixinha no meu armário, não queria que ela partisse. Mamãe ralhou, pois tudo fedia a peixe umas semanas depois. Contei essa história para ter uma noção de comportamento humano extremamante compreensível: o ser se vai, mas gente quer tê-lo para sempre. Mas enfim, há coisas que não são tão simples assim.
Preferia coisas simples acontecendo. Há coisas muito complicadas rolando, como aquele sentimento horrível que bate depois de uma dinâmica de grupo. Odeio. Primeiro pela "erreagalização" (RH-lization, para que tudo se torne mais simples ao leitor) de tudo. As pessoas que estão te avaliando são extremamente toscas. De dar pena. Aliás, penso seriamente que se uma pessoas se tornou funcionário de RH, ela já se submeteu à tosquice máxima, tipo escória da humanidade.
Mas aí essa teoria implica em uma falha de julgamento: quem é realmente tosco na história, eu ou o processo?
E já vou fechando a discussão aqui, porque o excesso de advérbios me entorpeceu. Pela menos não são gerundismos. he.

K.N.M., quase 22, odeia psicólogas e similares, não suporta advérbios e gerundismo, se negou a ir a um show do Cachorro Grande e também não engole Sex and the City.

27.10.04

 
Esqueci o endereço do seu blogue. Não entro mais. Não escrevo mais também. Nem no meu, nem no diário. É, eu fazia diários. Tenho 18 deles.
Hoje em dia dou comida pra peixe. Mordo e assopro. Me irrito fácil com coisas pequenas. Mas percebi, antes tarde do que nunca, que a pequenice está em mim. Pequena sou eu com meus problemas, tão chulos. Uma vez escreveram chatice com dois esses na parede do meu quarto. Mamãe sugeriu uma redação. Nunca a escrevi. Hoje, conforme pedido "vocês vão estar fazendo uma redação", escrevi sobre a Mostra de Cinema. Mostra? Que Mostra? Assisti três filmes e não voltei mais. Tô um bocado sem vontade.
Ando percebendo coisas muito tristes na vida. Disseram que eu maximizo tristezas e minimizo alegrias. Bobagem. Não acompanhei um amigo. É muito triste quando um amigo envereda pra um lado que não te agrada e isso faz vocês se afastarem. É muito chateador conversar com ele. Fico ainda pior.
Mas hoje cedo encontrei minha esposa, Adriana Terra. Adriana é a mulher da minha vida. Se há alguém no mundo que eu amo tanto que sou capaz de matar ou de morrer, é Adriana Terra. Adriana? Posso ficar seis meses sem encontrá-la (essa questão não envolve âmbitos doloridos como SAUDADE) e o amor não muda. Delícia ter gente assim na vida.
Depois encontrei Pétria, "eu te amo", "eu também", que eu sinto uma falta danada.
Lorena, Igor, eu e a Coca-Cola Light: falamos de Lígia. Desta eu sinto saudade todo dia. Faz falta tê-la, seja como for. Tenho cenas muito boas de Lígia na minha cabeça: lembro-me com clareza dela sentada nos tacos sujos da nossa velha casa chorando de alegria num dia de amor. Linda, linda de viver. E dela dançando funk carioca comigo, ou fazendo "terapia em grupo".
Depois percebi que há pessoas que não são feitas para a gente. Podemos amá-las e quere-las todos os dias, mas elas nunca serão nossas. O que acaba causando uma angustia tremenda. E uma mudança de comportamento fudida. Na frente de gente que eu queria amar, mas que me impõem certo distanciamento moral, sou outra pessoa. Uma pessoa que eu não gosto de ser, mas que, bem, vamos lá, sou. Quieta, submissa, nervosa, tímida e, a pior de todas, sem graça.
Agora eu estou do lado de lá. Engraçado, mas observei pessoas do lado de lá o tempo todo e nunca entendi direito as posições delas. E hoje, posta neste lugar, entendo. Talvez não fiz o suficiente por essas pessoas, deveria tê-las deixado mais confortáveis.
Há também os amigos que pararam no tempo: falam de coisas que aconteceram há cinco, seis anos, como se os sentimentos ainda estivessem muito vivos dentro dos corações de todos. Não sei se sinto pena ou raiva: queria falar "quando eu quis te amar, não me foi permitido. Hoje já não quero mais". Mas a pessoa nunca vai entender.
Mandei um e-mail para um amigo, ou ex-amigo, há um mês. Destes amigos que a gente acha que vai conversar pra sempre, que era grude, que era fodão, que era tudo em alguma época. Não respondeu. E ele leu, como bem sei.
Já não respondo mais e-mails também. O tempo me sobra, mas a paciência me falta.
E quem eu quero escutar, não me fala nada. Não sei até que ponto isso é bom ou ruim, sei que fico chateada.
Me tornei uma pessoa muito sozinha. Deixei a vida me tornar, essa é a verdade.
Não que eu saiba sobre isso, mas acho que a vida inteira fui muito sozinha. Não consigo falar da minha vida com qualquer um e, com quem eu falo, não consigo falar sobre meus sentimentos.
Eu tinha um medo na vida e esse medo era me tornar uma pessoa sozinha. Pessoas sozinhas são muito amargas, e eu tenho medo de me tornar uma pessoa amarga. Mas já está acontecendo. E eu ainda não aprendi a parar trens.
O botãozinho do foda-se está perdido e há urgência em encontrá-lo, antes que seja tarde.
Tudo o que eu temia para mim, está acontecendo: virei uma reclamona, melancólica, desanimada e deprimida. E o que é pior: covarde. Me tornei uma covarde. Babaca, covarde. E se há uma coisa errada que pode acontecer, essa coisa é uma pessoa deixar de gostar de si. E eu já deixei. Me odeio com a mesma intensidade que odeio os patéticos, os pulhas, os falsos.
Mas como estava falando, hoje em dia eu alimento peixes. Alimento sentimentos também, mas alimento os peixes do aquário do Astor. Estes que nada tem a ver com a minha dor.
E "nada pra dizer" é tudo o que eu tenho a dizer ultimamente.
Há alguma coisa na minha vida que deve ser desfeita. Não sei ao certo o que é, nem se deve ser desfeito, mas existe coisas fora de ordem e isso está me enlouquecendo. Há um acidente esperando pra acontecer e espero que este acidente aconteça logo.

Kátia Nogueira de Mello, 21, acordou Jandek, passou o dia Can e está indo dormir Motorhead.

23.10.04

 
Eu sou do samba.

Guia da Folha versus Guia do Estadão: o guia do Estadão ficou bem mais bonito. A diagramação é melhor, as páginas são mais coloridas, é menos desajeitado e a capa é em papel-revista. É tão vendido quanto o guia da folha: dá pra reparar nas sessões de restaurantes. Falha na hora de informar preços nos restaurantes e horários nas sessões de cinema: enquanto o guia da folha informa filme, salas que estão exibindo e horários em cada sala, o guia do Estado só fala das salas. É um pouco mais burguês, no estilinho do jornal. É um pouco sincero tembém: fala, na lata, por exemplo, "restaurante muito caro". É mais bonito, mas ainda está confuso. Creio que vá melhorar conforme aceitação, críticas e elogios do público.

***
Mais que Nada é A música. É A canção do ano pra mim. Agora que eu descobri que eu sou do samba e coisa e tal...Samba do Avião do Tom, o Jobim, também não sai mais da minha boca ("este samba é so porque/Rio eu gosto de você"...), Chico em três doses diárias, Nara hora ou outra, Adoniram REI Barbosa, Candeia, Lupicínio Rodrigues (ele que inventou o termo "dor-de-cotovelo". Sensa, néam?), Noel Rosa, Cartola, Zé Keti, Clementina de Jesus, essas coisas todas dominando meu mundo.
E os dois próximos passos a serem tomados: (1) dar uma visitada na Traço de União, uma balada de samba roooooots e (2) fazer samba da vida. Segundo Adoniram Barbosa, "não há samba se não há encrenca". Adoniram usou a frase para explicar ao amigo Ernesto o porquê da letra do Samba do Arnesto. Então vamos transformar tudo que é encrenca e não-encrenca em samba e sair só no sapatinho. Porque tá foda de encarar a vida de outra maneira.

***
O pocket-show do Cansei de Ser Sexy foi massa, mas um tanto tímido. Já vi performances melhores. O som tava baixo, sem feedback, as vocalistas estavam tímidas no começo, essas coisas. Fnac parece que intima mesmo. O palco é baixo e tem um bocado de gente carrancuda e out assistindo. Mas valeu.

***
Tive um sonho muito muito muito legal esta noite.
Sonhei que o Daniel Costa Mello chegava para mim e dizia: "sua mãe convidou o Michael pra jantar naquele restaurante japonês. Vamor lá?"
Eu aceitava e íamos eu, meu pai, o Zé Galinha e meu irmão para o lugar (que, na verdade, eu nunca fui na vida. O ambiente me era completamente estranho).
Sentamos para conversar e foi chegando cada vez mais gente: Felipe Fiorani (que eu não vejo desde o ano passado) com a namorada (que eu nunca vi também), Luizinho Mariotto (idem), Diogo (idem), Rener (deus me livre deste daí!), Malagó (e deste também!), Cotis, Caique, Carlão e Lê, Olavo, Júlio, todo mundo mesmo, até a Develina(!) apareceu por lá...e o lugar era imenso, tinha uma pista de dança anexa e virou uma grande festa. E minha mãe abraçava e beijava os meninos, falava que estava com saudades etc. Depois eu ia embora a pé com o Daniel (como a gente fez a adolescência inteira) e falava: "Dani, parece um sonho. Não acredito que ela está aqui!" e o Dani falava: "ainda bem que não é"...
Cara, foi muito style. Muito style mesmo. Todo mundo estava presente...e quando chegar em Monte na semana que vem, vou contar pra todo mundo.

21.10.04

 
E o que eu quero é sambaaaaaar...

20.10.04

 
Tinha um cinema no meio do caminho.
No meio do caminho tinha um cinema...


Depois de amanhã começa a mostra. A abertura está sensacional, psicodeliquinha, e o cartaz é do Amos Gitai, um israelense que eu acho um bocado chato, mas que os críticos adoram. Ele é um dos homenageados do ano, junto com o iraniano Abbas Kiorastami, e terão toda sua filmografia exibida nas sessões.
"A Música mais Triste do Mundo" será reexibido por conta de um "edição melhores filmes de todas as mostras" e dessa vez eu não perco.
O que vem além dos orientais, são os diretores clássicos: tem Kieslowski, Bertolluci, Almodovar...tem até um Truffaut perdido aí no meio.
Então, (segundo meu pai: "agora é uma época que você vive no cinema), tô facinho pelas redondezas. hehe.

18.10.04

 
Vives, Vives, poderíamos conversar por horas e dias e semanas a fio e não se preocupe: daqui eu não saio, daqui ninguém me tira.
Joguei algumas convicções no lixo, e algumas coisas que eu julgava éticas e tantas outras que eu achava que eram boas e estou me convencendo de coisas que eu havia esquecido, mas que fazem parte das noções e comportamentos que você não pode deixar para trás.
Enfim, nasci para babar.
Passagem Azul, chinês fudido, olhos molhados e coração apertado, porque amor é isso aí, porque ele tá aí pra te fuder e te deixar mal, assim como a vida te quer, amando tanto e só querendo viver como as últimas frases do filme: "eu não quero saber como você será daqui 5 ou 8 anos, nem se seremos amigos ou se gostaremos das mesmas coisas, eu quero te ver hoje, quero saber como você está hoje, quero te olhar e te amar hoje". Foda, muito foda.
É isso aê. Boa semana.

15.10.04

 
Era tudo diferente.
Antes eu ia até um buraco que tinha lá em casa e ficava martelando planos maquiavélicos para fazer as coisas funcionarem e o mundo melhorar.
Mamãe disse que eu sou nervosa. E pra eu me acalmar.
Na verdade não quero que dê tudo certo: quero que tudo se exploda.
Vou parar de rezar por isso por isso, por aquilo por aquilo.
Fico azedando coisas dentro de mim. E quem me abrir, verá: tubos de ensaio e ódios conservados, como vivos. Eternização in vitro de coisas que devem ser esquecidas.
Antes eu acabasse logo com essa brincadeira, o fim, o fim. Mas não, se eu fugir vai ser a maior covardia da face da terra.
Sabe o que eu sei fazer?
Eu sei ser infantil. É isso, tudo isso, que eu sei fazer. Desligar o celular, fazer bico, bater o pé, chorar.
Paciência é coisa que vai e volta.
Gente, não.


13.10.04

 
"I make ordinary films for ordinary people".

François Truffaut.

Obrigada, mon amour, merci.

8.10.04

 
Hey!
Wait a minute mister postman!


Los Hermanos no Tom Brasil a 50 R$?
Só pode ser pegadinha.
Não vou ao Tim (dando de ombros).
Oh, não vou.
Vou ficar em casa com o meu disco novo (velho!) da Nara Leão (acho até que vou comprar mais uns quatro) e do Pixinguinha (a verdade é que eu gosto mesmo de samba e chorinho e bossa nova usada) e vou passar o feriado só no sapatinho. Com açúcar, com afeto, faço meu doce predileto, pra eu parar em casa. Mas eu saio, porque há um bar em cada esquina e eu vou comemorar sei-lá-o-quê.

5.10.04

 
Agregue palavras promíscuas ao seu vocabulário.
Dessas que saem com qualquer frase.
Palavras toscas e corriqueiras, prostituidas.
O amor vai voltar. Quem sabe dor-de-estômago e mau humor passem.
O que a Cásper Líbero fez comigo?
E o que eu vou fazer a partir de amanhã com a Cásper Líbero?
Nunca me concentrei. Não sei me concentrar. Sou peça manipulável a ser levada por mãos audaciosas e inteligentes. Por que que eu tirava 10 com Clóvis e tiro três com Jefferson?
Reconheço uma pessoa inteligente a quilometros. Faro bom pra gente de QI alto.
Os burros, ainda não decidi se usam sapatos ou ferraduras. Pois escuto o cavalgue de um idiota a longa distância também.
Me perdoem a arrogância, mas é o que restou depois de dois meses e um diagnóstico: "ora, Kátia, isso não é depressão, não?"
Bem falado, caro amigo. Talvez seja depressão. "É doença, né?"
Doença, mas deve sarar. Como pra muita coisa tem cura por aí. Pra algumas outras, não.
Saudade não sara. Ignorância não sara. Esperar semanas a fio e horas e dias, tudo fora de ordem, por um e-mail, um telefonema, um abraço sequer. E não receber.
Calar e padecer em dor por não saber com quem conversar. E quando descobrir, não vai falar. Porque as palavras não saem, porque a gente quer vomitar essa cobra de 200 metros que rasteja vagarosa e doloridamente cada vão do cérebro e do estômago, fecha a garganta e nos enche de culpa, como se sentir saudade, decepção, vergonha e tristeza fosse culpa alguma.
Uma menina, um café, um cigarro e conversa jogada fora. Ela é a mulher da minha vida, que sempre vai me esperar com sopa quente e abraço de irmã pro jantar.
Se eu vou me tratar?
Já me disseram isso muitas vezes, pra eu deitar no divã e falar sem parar. Adianta?
Hoje, cada sonho dói. Pouca coisa pra me fazer chorar. Coisa pouca mesmo.
Descobrir o que está acontecendo? Pessoa responde: "Viver é não conseguir".
Se eu ficar vai doer, se eu sair vai doer, a cruz de um lado e a espada do outro.
Brincando de de cabra-cega? Tapo os olhos eu vou tateando no escuro, alguma coisa tenho de encontrar.
Não quero gente preocupada comigo. Não gosto de amolar.
Desencana, a escritora tá morrendo desde 2002. Logo não haverá palavra no mundo que caiba na boca dela.
Logo, além de calada, estará de mãos atadas. E nunca mais vai ficar devaneando.

1.10.04

 
Eu acredito em signo?
Marte está de atravessado rasgando meu reto?
Vênus de ponta-cabeça na minha goela?
Deus do céu, o que está acontecendo comigo?
Neste estado que me encontro, vou acabar fazendo besteira.
Aliás, o que aconteceu com ela, vez que eu não sou mais o que era e gostava de ser?
Que merda, Kátia, pro inferno com seus pensamentos.
Pro raio que a parta. Pra puta que o pariu, cérebro de bosta.

 
E eu voltei.
Belisca o set list:
Can't hear de revolution, Guided by Voices; I'm Important in Your Life, Jonathan Richman; Step by Step, New Kids on the Block; Who Could Win a Rabbit, Animal Collective; O Amor e o Poder, Rosana; Não se reprima, Menudos; Samba do Arnesto, Adoniram Barbosa e mais umas surpresinhas e jingles famosos. Cassius fica com o indie e Júlio com o psicodélico. O objetivo é fazer as pessoas da festa irem embora. Insatisfeitas, de preferência. hehe.

***
Tava lembrando e vou escrever (apesar de que não fará nenhum sentido pra vocês, porque a piada é interna e muito antiga):
- Tô com bafo de pedra de sauna
- Tô com bafo de canto de ralo com lodo
- Tô com bafo de cortina queimada
- Tô com bafo de tarugo do Guty
- Tô com bafo de calcinha da Andressa (essa foi, realmente, a mais foda que o Daniel soltou!)
- Tô com bafo de umbigo com rufa
(breve histórico: a gente tinha 15 anos e uma criatividade imensa. E ria de qualquer coisa mesmo.)

***
Agora fico sonhando com a minha mãe toda noite.